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Eu e a tragédia - Voo 402 - Fokker 100 da TAM - 1996

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Colisão com a Serra de Botucatu - 1994

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Pouso forçado na Serra de Sincorá na Bahia - 2005

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O último voo do Samurai - 1972

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Galeão. O aeroporto abençoado por Deus - 1985

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Você já esteve num acidente aéreo? Viu algum?

Conhece alguém que passou por essa experiência? Conte aqui sua história.

Mande um e-mail para contato@desastresaereos.net

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Colisão com a Serra de Botucatu

 

Data do acidente: 01/10/1994

Aeronave: Piper Aircraft J3F-65

Proprietário: Aeroclube de Botucatu

Prefixo: PP-TIY

Ocupantes: 02

Fatalidades: nenhuma

Local do Acidente: Fazenda Três Barras - Botucatu - SP

 

Histórico: A aeronave regressava de um vôo de fotografia, contratado junto ao Aeroclube de Botucatu. Havia a bordo o piloto e um fotógrafo. O deslocamento de regresso estava sendo realizado à baixa altura em área de relevo acidentado, quando a aeronave colidiu com árvores no sopé da Serra de Botucatu e, a seguir, com o solo. A aeronave sofreu avarias graves; o passageiro, lesões graves; e o piloto, lesões leves.

 

Para ler parte do Relatório do CENIPA: CLIQUE AQUI

 

Depoimento do passageiro João Gaspar Pedroso da Rocha

Era um vôo de 3 ou 4 horas. No período da manhã fizemos 2:30 horas de vôo, voltamos e reabastecemos. Em seguida partimos em direção a serra de Botucatu. Abaixo da serra fotografamos obras em postos de gasolina ao longo da Rodovia Castelo Branco, na região de Botucatu e retornamos em direção a essa Cidade em linha reta, mas quando o avião se aproximava da serra, o piloto estava abaixo da altitude correta (muito abaixo). Eu tinha um relógio com altímetro e o avisei que para passar pela serra faltava subir 250 metros. Porém, piloto não me atendeu e quando se aproximou do paredão da montanha, ele virou a direita entrando em uma furna(vale). Estava muito quente e o avião não conseguiu ganhar altura. Fomos passando pelo vale e quando ele acabou, batemos em uma árvore e caímos.

Tudo ficou preto, só vi estrelas saindo da minha cabeça pensando que estava morrendo. Acordei como se estivesse flutuando no espaço e foi quando percebi que minha coluna estava quebrada em dois lugares. O trem de aterrissagem entrou pelo assoalho e quebrou a minha perna em diversos lugares, o que me deixou com seqüelas permanentes.

A gasolina entrava no avião através do painel e pensei que ele iria explodir. Nesse momento, somente com as mãos segurando na longarina das asas, eu consegui sair do avião caindo no chão, mas não consegui mais me mexer. Por sorte o avião não explodiu. Passei a tarde toda caído no chão e, nesse período, as formigas começaram a me comer, eram formigas pretas e grandes. Minha sorte foi ter feito um plano de vôo e deixado na mesa do Aeroclube. Eles já sabiam que algo havia acontecido e, com o plano de vôo em mãos, onde procurar pelo avião.

O piloto, com muito esforço, pois estava com o pé torcido, conseguiu chegar em uma casa onde pediu socorro através de um telefone celular. Depois de horas os peões da fazenda chegaram onde eu me encontrava. Eles tentaram me carregar serra abaixo para colocar em uma carreta de trator afim de me levar até a cidade, mas eu gritei muito, não deixando que colocassem as mãos em mim, pois sabia que a coluna estava quebrada e esses movimentos só iriam piorar minha situação.

Por volta das 18 horas os bombeiros chegaram, me imobilizaram e subiram trechos da serra a pé me carregando. Hoje eu estou andando graças aos bombeiros de Botucatu e à eles eu rendo as minhas homenagens. Entrei com o processo no Fórum de Botucatu no dia 25/11/1994, já faz 13 anos e o caso ainda não foi solucionado.

 
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Fotos do acidente

(Fotos do arquivo pessoal de João Gaspar Pedroso da Rocha)

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Pouso forçado na Serra de Sincorá na Bahia

 

Data do acidente: 13/12/2005

Aeronave: Beech Aircraft B-24 R

Proprietário: Particular

Prefixo: PT-JVH

Ocupantes: 04

Fatalidades: nenhuma

Local do Acidente: próximo a Anadaraí – BA

Histórico:

A aeronave decolou de Feira de Santana - BA com destino a Piatã - BA, levando o piloto e três passageiros. Após 01:40 h de vôo, ao passar próximo ao município de Anadaraí - BA, sobre a Chapada Diamantina, o piloto perdeu o controle da aeronave, tendo realizado um pouso forçado em um platô da Serra Sincorá, a 4.100 pés de altitude. Durante o procedimento, a aeronave sofreu danos graves, um dos passageiros feriu-se levemente e os demais ocupantes permaneceram ilesos.

Depoimento do passageiro Luiz Marcelo N. Cruz

Sou um dos passageiros do avião prefixo PT-JVH que caiu em 13/12/05. O grupo de sobreviventes sofreu um calvário de 36 horas caminhando até encontrar a primeira cidade. Ficamos sem comer, caminhando numa região de mata rasteira e pantanosa, com frio, dormimos ao relento, entre outras dificuldades.

Era uma viagem a trabalho, para visitar a mina de exploração de Bauxita de propriedade da Bário Ltda., que é cliente do Banco Real, na Agência Tancredo Neves, em Salvador, onde na época eu era o Gerente Geral. Decolamos as 8:30 hs. da manhã do dia 13/12/05 de Feira de Santana, município a 110 km de distancia de Salvador, onde se encontrava a aeronave.

Durante a primeira hora de vôo tudo estava tranqüilo. Só que logo após sobrevoarmos um Canyon com enormes paredes e lá embaixo um rio, o avião começou a perder altitude até soar o alarme de STOLL (só neste momento é que os passageiros tiveram percepção de algum problema).

Um minuto depois, o avião caiu para a esquerda, sentido contrário do que o piloto estava tentando conduzir o avião, na intenção de retomar o Canyon para ter altura na tentativa de planar.

Mas Deus foi mais inteligente e nos colocou mesmo em cima da Serra, onde não havia árvores, pedras e paredes para assim conseguirmos chegar ao solo com vida.

Nome das pessoas que estavam no avião:

Luiz Marcelo N Cruz - Gerente Geral do Banco Real

Rômulo Nogueira - Gerente P.J do Banco Real

Ricardo Setenta - Cliente (sócio da Bário Ltda) e co-piloto

Washigton Setenta - Sócio da Bário Ltda, pai do co-piloto e piloto do avião.

 
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O avião após o pouso forçado

(Fotos do arquivo pessoal de Luiz Marcelo Cruz)

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O último vôo do Samurai

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Data do acidente: 12/04/1972

Aeronave: NAMC YS-11

Proprietário: VASP

Prefixo: PP-SML

Ocupantes: 25

Fatalidades: 25

Local do Acidente: Serra Maria Comprida, Petrópolis - RJ

Histórico:

O Samurai da Vasp realizava mais um vôo de rotina da Ponte Aérea Rio-São Paulo. Era noite e tudo parecia normal. Não se sabe porque uma tripulação tão experiente como aquela (Cmte. Instrutor: Zenóbio Torres e Cmte. em Instrução: Carlos Roberto de Abreu Valença) iniciou o procedimento de descida muito antes do previsto. Como resultado da falha de navegação, o Samurai entrou voando no costado da serra, a 50Km do Rio de Janeiro, explodindo instantaneamente e matando todos os seus ocupantes.

Relato de Ângelo Teixeira de Branco - passageiro que não pôde embarcar no vôo que se acidentou.

Estava de mudança do Rio e, no dia 12/04/1972, estava em São Paulo providenciando a compra de um imóvel.

Porém, faltava um documento para conseguir o financiamento na CEF - Caixa Econômica Federal. Teria que ir com urgência ao Rio para buscá-lo. Precisava chegar ao Rio, ir até a Tijuca, pegar a chave do apto da Muda, pegar o documento na Muda, voltar a Tijuca para deixar a chave do apartamento da Muda, dar um beijo na esposa e filho, ir até a rodoviária pegar ônibus para São Paulo e... chegar na CEF às 10 horas da manhã seguinte.

Nesse dia 12 cheguei em Congonhas por volta das 19:30h. Fui ao guichê comprar passagem e havia uma pessoa na minha frente comprando a sua. Tocou o telefone, a moça do caixa conversou com alguém, desligou e acabou de atender o comprador.

Chegou a minha vez. Iria pegar o vôo da ponte aérea, o próximo vôo com destino ao Rio de Janeiro.

- Uma passagem para o próximo vôo.

- Próximo vôo apenas às 20:30h. – disse a moça.

- Mas você acabou de vender uma passagem para as 20 hs! Os passageiros estão ali esperando para embarcar – disse eu apontando para a área de embarque.

- Infelizmente já informei o número de passageiros e não posso mais vender passagem para esse vôo. Agora só para as 20,30h.

- Tudo bem, fazer o quê?

Embarquei às 20:30 hs. Vôo tranqüilo. Devido a minha pressa, desci do avião e, correndo para pegar um Táxi, fui o primeiro a chegar ao saguão do aeroporto.

Havia pessoas esperando no desembarque, homens, meninos, mulheres (esposas?), etc... Antigamente as pessoas da família iam buscar os entes queridos nos aeroportos.

Fui praticamente barrado no saguão:

- Esse vôo é o das 20 hs? – perguntaram as pessoas que estavam na espera.

- Não. Esse é o das 20:30 hs – disse e continuei andando, homens e mulheres atrás de mim insistindo:

- O Senhor tem certeza?

Para cessar o assédio, quase no ponto de Táxi, mostrei minha passagem.

O avião YS-11 da VASP, o Samurai, havia caído sem deixar sobreviventes. Acho que foi o último Samurai.

É uma sensação horrível você se dar conta que aquele avião que saiu antes não chegou, olhar a expressão no rosto daquelas pessoas... a reação é uma coisa indescritível.

Toda vez que tenho notícia de queda de avião começa na minha mente aquele filme do saguão do aeroporto do Galeão. É muito triste...

 

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O Samurai PP-SMI antes da tragédia

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Galeão. O aeroporto abençoado por Deus.

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Data do acidente: 02/12/1985

Aeronave: Boeing 747-228B

Proprietário: Air France

Prefixo: F-GCBC

Ocupantes: 273

Fatalidades: 0

Local do Acidente: Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro - RJ

Histórico:

Após o pouso na pista 15 do Galeão (GIG), aparentemente o cabo de controle da potência do motor um se rompeu, e este acelerou além da potência máxima de decolagem. A tripulação perdeu o controle direcional do 747, que saiu pela lateral direita da pista, passou por uma vala e colidiu contra uma barreira de concreto. Não houve vitimas, mas o avião foi destruído.

Relato de Luis "Constellation", ex-funcionário do aeroporto do Galeão

Em dezembro de 1985 tive a oportunidade de ouvir - e em seguida ver – o acidente com o Jumbo (Boeing) da Air France que foi parar no pátio do TECA (Terminal de Cargas) do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Foi um acidente muito feio, mas tivemos algumas cenas tragicômicas com o pessoal que trabalha no aeroporto e com os passageiros.

Era muito cedo. Eu trabalhava no antigo hangar da Panair. Na época eu fumava e sai com vários amigos para um lado aberto do terceiro andar para fumar. Estava ainda meio escuro. Ouvimos um avião efetuando uma reversão que foi crescendo e parecendo se aproximar mais e mais. No meio do som havia outro ruído como uma turbina a toda potência. Aí ouvimos um super estrondo e um som de metal sendo arrastado.

Corremos para descer as escadas que eram muitas e ao chegar dentro do hangar da Panair vimos um vulto branco girando lá fora. Corremos e vimos um grupo correndo em sentido contrário. Aí corremos de volta em desespero sem saber o que era. Lembro que olhei para trás e vi (juro!) um negócio que aqui no Rio chamamos de “gelo baiano” (bloco de concreto que faz limite nas margens das vias) voar para o alto como se fosse de isopor. Veio muita poeira e um vento quente nas pernas.

Quando o ruído cessou, estávamos atônitos e corremos de volta ao local do vulto branco. Conforme a poeira e a fumaça desciam, vimos que se tratava de um enorme Jumbo da Air France.

Ao chegarmos mais perto o fogo começou nos motores da asa direita e esquerda. Aí corremos de volta, muitos gritando “vai explodir, vai explodir”. Mais uma vez a comunidade aeroportuária do Galeão corria para escapar da morte.

Havia uma bruma no ar ainda e pelo que soubemos depois, a torre do Galeão não tinha visto nada, pois a pista estava “IFR” (a aproximação era feita com o auxílio de instrumentos) com o nevoeiro baixo e ainda chegou a dar a hora do pouso pelos alto-falantes (“Air France tal tal tal on the ground at...”). Tudo isso e o avião todo quebrado lá no Terminal de Cargas.

O sistema anti-fogo da aeronave foi acionado e ajudou a diminuir as chamas. Aí sim as “slides” se abriram nas portas da frente e vimos muita gente sair correndo. Os comissários ajudaram e foi muito rápida a evacuação.

O mais engraçado era ver os passageiros correndo sem parar pelo pátio. Corriam cada vez mais a ponto de muitos terem que ser perseguidos para pararem de correr em fuga. Aí os bombeiros chegaram. Havia passado uns oito ou dez minutos da parada do Jumbão.

Ajudamos muitos passageiros e ficamos com medo de que houvesse vítimas fatais. Por sorte ninguém ficou ferido, nem mesmo na saída pelos “slides” nem na fuga desenfreada. Depois foi a tripulação da Air France que entrou em desespero, as comissárias choravam e gritavam em pânico sendo amparadas pelos colegas e por algumas pessoas do nosso grupo. Foi tudo muito rápido e toda a comunidade correu para dar assistência à Air France.

O curioso é que nesse vôo estava a bordo o ex-técnico da seleção brasileira Telê Santana que, anos antes, em 1980, estava num Electra que fazia um pouso de barriga... Ô pé frio, né? É por isso que o Brasil não ganhou a Copa com ele...

Outra curiosidade é que o “trem da bequilha” entrou todo pelo piso da primeira classe. Eu fui ver até a porta olhar e vi que teria matado alguém se - no meio do bico do 747 - não tivesse um bufê de comidas e café da manhã - que ficou todo destruído, mas sim poltronas. Mas ninguém se feriu.

Assisti depois de mais de quinze minutos do acidente a tripulação descer e ser aplaudida. O Comandante ficou muito emocionado ao ver o estado que ficou seu avião e todos terem escapado bem e saudáveis.

No exato lugar onde o aquele Jumbo parou, vinte minutos antes saiu um avião cargueiro 707 com destino ao Chile que estava com os tanques cheios, pois após Santiago iria para Lima, no Peru.

A asa esquerda do Air France passou a menos de meio metro de um prédio com material inflamável e o avião parou a menos de 100 metros das bombas de gasolina das viaturas da Varig.

Foi uma intervenção de Deus. Tinha tudo para ser uma grande tragédia, mas saiu tudo bem graças a Deus. Eu sempre digo aos amigos que o Galeão é abençoado por Deus. Aqui nunca houve uma tragédia com perda total de vidas.

 
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Fotos do Boeing da Air France acidentado

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