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23 .12.1953
Aeroclube de Santa Catarina
Niess 5FG
Prefixo: PP- GNH

O PP-GNH em frente ao Hangar
Aderbal Ramos da Silva, no Aeroclube de Santa Catarina
Tudo corria bem no voo procedente de
Lages com destino a Florianópolis, até que ao passar pela
localidade serrana de bom Retiro o piloto Nilo Veloso
deparou-se com densas nuvens e fortes ventos que derivaram o
avião para bem longe da sua rota, em um voo sem condições
visuais.
Algum tempo depois, aproximadamente às
21hs, o piloto viu as luzes de uma cidade que lhe pareceu
ser Joinville.
Logo, o piloto tentou localizar o
aeroporto sem sucesso e, temendo ficar sem combustível,
decidiu efetuar uma aterrisagem de emergência na rua
Ipiranga. O piloto nada sofreu.

Nilo Veloso dentro da torre
de controle do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis
Pesquisa, texto e imagens: Silvio Adriani Cardoso, autor do
livro
autor do livro
“O
Último Voo do C-47 2023”
14.09.1953
Loide Aéreo Nacional
Curtiss C-46A-1-CU
Prefixo: PP-LDM

Na segunda-feira, 14 de setembro de 1954, o Curtiss C-46
PP-LDM, partiu do Aeroporto de Congonhas com cinco
tripulantes e 12 passageiros a bordo, para cumprir a
primeira etapa de seu voo.
A tripulação era composta pelo piloto-comandante João Luís
Freire de Faria, 36 anos, o copiloto Aldemar de Castro
Magalhães, 36 anos, o radiotelegrafista Alberto Soares
Resende, 42 anos, o despachante Ianari Quadros de França e o
comissário de bordo Carlos Augusto Xavier Ferreira.
O avião levantou voo normalmente. Assim que atingiu certa
altura, o comandante percebeu que algo não estava
funcionando com regularidade. O motor esquerdo havia entrado
em pane. Imediatamente, o comandante entrou em contato com o
radiotelegrafista Resende para que se comunicasse com a
Torre do Aeroporto de Congonhas avisando que teriam que
retornar.
O PP-LDM iniciou o retorno a Congonhas, que sobrevoou por
duas vezes, preparando-se para o pouso. Abruptamente, porém,
a aeronave deixou de comunicar-se com a Torre e, pouco
depois, chegava a notícia de que havia caído num bosque de
eucaliptos, situado na região denominada Sete Praias, no
Eldorado. Eram, então, exatamente 16:30 hs.
Após sobrevoar por duas vezes o aeroporto, o piloto Faria,
manobrou a aeronave em direção ao pouso. Exatamente na
última curva, o avião passou rapidamente a perder altura e
acabou caindo no bosque de eucaliptos, abrindo uma enorme
clareira, derrubando árvores enormes e perdendo nesse
trajeto diversas peças, uma parte da asa esquerda, o trem de
aterrissagem, parte de sua carga, entre outros itens.
A fuselagem do aparelho permaneceu intacta, pois apenas a
sua frente e suas asas sofreram os impactos produzidos
durante a queda.
Apesar do enorme susto, a maioria dos ocupantes escapou sem
ferimentos. Alguns foram hospitalizados para tratar de
lesões conseqüentes dos sucessivos choques sofridos pelo
aparelho de encontro às árvores.
Como o avião caiu de frente, a cabine comando ficou reduzida
a escombros. O comandante Faria ficou ali, prensado em seu
banco, gravemente ferido. Mesmo assim, antes de perder os
sentidos, o piloto teve forças para desligar o contato e
acionar os dois extintores, a fim de apagar o incêndio que
se manifestava no motor em pane. Imediatamente socorrido, o
comandante - tido como um herói em razão de sua perícia -,
foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde ficou
internado.
Dada a gravidade da queda, foi considerado um milagre que
nenhum dos ocupantes da aeronave tenha morrido no acidente.
Texto: Jorge Tadeu da Silva (baseado em reportagens dos
jornais da época)




Reprodução/Folha da
Noite
02.09.1953
Aero Clube de Passo Fundo
Niess 5-FG
Prefixo: PP- GNY
A aeronave, com o instrutor e seu
aluno a bordo, se acidentou na cidade de Passo Fundo, no Rio
Grande do Sul. O instrutor morreu dias depois, em 4 de
dezembro, em decorrência dos ferimentos causados pelo
acidente.
23.08.1953
REAL Transportes Aéreos
Douglas C-47-DL (DC-3)
Prefixo: PP-YQK

A noite e sob fortes rajadas de vento,
o avião se acidentou na terceira tentativa de aterrissar no
Aeroporto de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Sem
vítimas fatais.
Causa provável
Erro de julgamento por parte do
piloto em conduzir a aeronave abaixo da altitude de
segurança prescrita em condições de fortes rajadas de vento
e iluminação de solo insuficiente para pouso durante a
noite, especialmente em condições meteorológicas adversas.
20.08.1953
Companhia Itaú de Transportes Aéreos
Curtiss C-46
Prefixo: PP-ITD

Aeronave com quatro tripulantes caiu e
explodiu em chamas durante aterrissagem de emergência no
Aeroporto de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
Três
tripulantes morreram no acidente.
05.07.1953
Particular
Consolidated Landseaire Catalina
Prefixo: PT-APK
Aeronave convertida num verdadeiro
“iate voador”, o Catalina acidentou-se ao se aproximar para
o pouso próximo a Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.
17.06.1953
Panair do Brasil
Lockheed L-049 Constellation
Prefixo: PP-PDA

O avião decolou para o voo 263 do
Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino ao
Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, levando a bordo sete
tripulantes e 10 passageiros.
Decolando no horário programado, o
Constellation seguiu a viagem para São Paulo sem
contratempos.
Às 21:35 hs, a aeronave iniciou a
aproximação para a aterrissagem na pista 34 (atual 35) do
Aeroporto de Congonhas. Ao iniciar a curva para interceptar
a reta final à pista de pouso, o avião subitamente perdeu
altitude e desceu em direção ao solo causando uma grande
explosão.
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O PP-PDA havia caído, às 22:00 hs, na Vila de Americanópolis, a 4,5 km da cabeceira da pista 34, numa área – na época – pouco habitada.
Seus destroços foram rapidamente consumidos pelas chamas e nenhum de seus 17 ocupantes sobreviveu.
O jornalista Assis Chateaubriand havia
embarcado no Constellation PP-PDA em Londres com destino a
São Paulo após assistir a coroação da Rainha
Elisabeth II.
Durante a escala no Recife, foi convencido por Etelvino
Lins, então governados de Pernambuco, a acompanhar o
ministro José Américo de Almeida, que seguiria para o Rio de
Janeiro em outro avião. A insistência de Etelvino salvou a
vida de Chateaubriand.
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Causa provável
Presume-se que o acidente ocorreu
devido a um erro de julgamento por parte da tripulação
durante a aproximação para o pouso sob más condições de
visibilidade à noite.
Texto por Jorge Tadeu da Silva (com
informações do jornal Folha da Manhã e
do livro “O rastro da
bruxa”, de Carlos Ari César Germano da Silva.


Reprodução/Folha da
Manhã

Reprodução/ASN
27.03.1953
Transportes
Aéreos Salvador
de Havilland
DH-114 Heron 1B
Prefixo:
PP-SLG
Já a meio
caminho rolando pela pista para a decolagem do Aeroporto de
Itapebi, na Bahia, o motor nº 2 da aeronave sofreu uma
súbita perda de potência. A decolagem foi abortada, mas a
tripulação não conseguiu parar o avião no que ainda restava
de pista.
A aeronave
ultrapassou o limite da mesma, foi de encontro a um barranco
e ficou seriamente danificada. Os dois tripulantes e os 12
passageiros escaparam com vida.
Causa provável
Erro de
julgamento por parte do piloto em não continuar a decolagem
com os três motores ainda em funcionamento.
15.03.1953
Transportes
Aéreos Catarinense
Douglas
C-47A-DK (DC-3)
Prefixo:
PP-AJA

Após decolar do
Aeroporto de Salvador, na Bahia, o DC-3 apresentou problemas
no motor nº 2. Ao retornar para o aeroporto, o avião
subitamente perdeu altura e caiu pouco antes de alcançar a
pista de pouso.
Sem vítimas fatais.
13.01.1953
Aeronorte
Lockheed 10A
Electra
Prefixo:
PP-NBC
Avião cargueiro
se acidentou durante tentativa de pouso de emergência em
Rosário, no Maranhão.
Os três tripulantes morreram.
Você tem mais informações sobre estes ou outros acidentes?
Escreva para nós:
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Fontes:
Folha da Manhã, Folha da Noite, Jornal do Brasil,
Correio da
Manhã, ASN, BAAA-ACRO,
Wikipédia
e FAB.
Edição de texto e imagem: Jorge Tadeu da Silva
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