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MH 370

 

 

O DESAPARECIMENTO DO

 

 

AVIÃO DA MALAYSIA AIRLINES

 

 

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À 0h41 (horário local) de 8 de março de 2014, o Boeing 777-200 ER da Malaysia Airlines sumiu após decolar de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo. O voo MH370 deveria chegar ao destino às 6h30, mas o pouso não ocorreu.

 

Só 16 dias depois, o premiê da Malásia, Najib Razak, e a companhia aérea, admitiram que o avião caiu a 2.500 km a sudoeste da Austrália, onde foi confirmada a última posição da aeronave. As evidências são de que não há sobreviventes.

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ÍNDICE




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MayDay - Mistério do Voo MH370 Malaysia


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O Boeing 777 é tido como "de operação muito segura", considerado um dos melhores da aviação comercial. Em 9 de agosto de 2012, esta mesma aeronave esteve envolvida em um incidente de pequenas proporções, sem vítimas, no Aeroporto de Xangai, quando a extremidade da sua asa direita atingiu a cauda de um Airbus A340-600 da China Eastern Airlines, que estava parado na pista de taxiamento. A Malaysia Airlines informou que a aeronave passou, dez dias antes do acidente, por uma manutenção de rotina, não tendo sido reportado nenhum problema.

DADOS DA AERONAVE / VOO

Tipo da aeronave: Boeing 777-2H6ER

Empresa aérea: : Malaysia Airlines

Prefixo: 9M-MRO

Número de série: 28420/404

Primeiro voo: 14/05/2002 (11 anos e 10 meses)

Total horas voadas: 53.465 / Ciclos: 7.525

Motores: 2 Rolls-Royce Trent 892

Danos na aeronave: Desaparecida (presume-se perda total)

 

Por: ASN / Jorge Tadeu

 

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Foto via bigdogdotcom.wordpress.com
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Havia no avião um total de 239 pessoas, sendo 227 passageiros e 12 tripulantes.

O comandante, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, estava na Malaysia Airlines desde 1981. Segundo o manifesto de embarque da Malaysia Airlines, os passageiros e tripulantes eram de quinze nacionalidades diferentes, a maioria chineses (153) e havia cinco crianças entre os 227 passageiros (de dois a quatro anos de idade) sendo três chinesas e duas norte-americanas. Algumas fontes mencionaram duas crianças apenas.

Posteriormente, as autoridades descobriram que dois passageiros de nacionalidade iraniana embarcaram com passaportes de outras pessoas (de um italiano e de um austríaco), que haviam sido roubados meses antes na Tailândia.16 Assim, passou a ser quatorze o número de nacionalidades diferentes dos ocupantes.

A empresa de tecnologia Freescale Semiconductor, que tem sede no Texas, nos Estados Unidos, informou através de seu porta-voz Jacey Zuniga que 20 passageiros eram seus funcionários, sendo 12 malaios e oito chineses.

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Nacionalidade

Passageiros

Tripulantes

Total

Austrália

6

 

6

Canadá

2

 

2

China

153

 

153

Estados Unidos

3

 

3

França

4

 

4

Holanda

1

 

1

Índia

5

 

5

Indonésia

7

 

7

Irã

2

 

2

Malásia

38

12

50

Nova Zelândia

2

 

2

Rússia

1

 

1

Taiwan

1

 

1

Ucrânia

2

 

2

TOTAL

227

12

239

 


O voo MH 370
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O voo MH370 partiu do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur (KLIA-WMKK), na Malásia, à 0h41 hora local de sábado (15h41 de Brasília na sexta-feira), e deveria aterrissar no Aeroporto Internacional de Pequim (PEK-ZBAA), em Pequim, na China, às 6h30 hora local (19h30 de Brasília).

A Malaysia Airlines diz ter perdido o contato com a aeronave uma hora depois da decolagem. Nenhum alerta de emergência ou mensagem foram enviadas.

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À 1h07, o sistema Acars (sigla em inglês para Aircraft Communications Addressing and Reporting System), um sistema que permite a troca de mensagens curtas e simples por meio de radar e satélite entre o avião e autoridades em solo (acionado em caso de panes e que envia mensagens automática sobre o voo) enviou a última mensagem. O Acars foi desligado pouco tempo depois da 1h07, quando a aeronave cruzou a costa leste da Malásia. A desativação é realizada por uma pessoa.

À 1h19, o copiloto fez último contato com o controle de tráfego aéreo: "Boa noite, Malaysia três sete zero". As comunicações foram cortadas.

À 1h21, o transponder parou de dar sinal de localização.

À 1h27, a Tailândia detecta o que seria o avião, tomando rotas diversas. As informações iniciais são que a aeronave voou para o Sul, antes de seguir para o norte, em direção ao mar de Andamão.

Pela rota original, o avião deveria ter seguido a noroeste, pelo Camboja e Vietnã. Por essa razão, a busca inicial se concentrou no Mar da Sul da China, ao sul da península vietnamita de Ca Mau.

Os membros da tripulação eram todos malasianos, liderados pelo piloto Zaharie Ahmed Shah, de 53 anos, e o copiloto, Fariq Adbul Hamid.

Entre 5h e 6h, um radar militar malaio capta a presença do avião no Estreito de Malaca, a oeste da Malásia, quilômetros de distância da rota original.

Ás 8h11, um satélite captou sinal do avião no Oceano Índico, sugerindo que ele poderia ter tomado uma rota sentido norte, ou para o sul.

No avião havia dois iranianos com passaportes roubados. Cinco pessoas despacharam a bagagem e não embarcaram.

O comandante do voo tinha em casa um simulador, construído por ele próprio, cujos dados recentes foram apagados. Ele tinha ligações com familiares do líder da oposição no país.

O copiloto, de 27 anos, já tinha deixado amigos entrarem na cabine, o que não é permitido pelas regras de voo.

O presidente da Malysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahya, confirmou que o avião carregava uma carga de baterias inflamáveis de lítio, segundo a "CNN" e o "Daily Mail". As baterias já foram responsáveis por inúmeros focos de incêndio a bordo de aviões

O jornal "Thelegraph" diz que teve acesso à íntegra da transcrição da conversa do piloto com o controle aéreo da Malásia e que o piloto repetiu duas vezes, nos minutos finais, que estava a 35 mil pés. Para os investigadores, isso poderia indicar sabotagem.

A "CNN" divulga que o avião diminui de altitude após fazer a curva para sair da rota original, tentando ou passar despercebido aos radares ou, devido a uma falha, a tripulação tentaria evitar despressurização.

24 de março: satélites e aeronaves avistam objetos a 2.500 km a sudoeste de Perth, na Austrália. O governo da Malásia confirma que o avião caiu nesta posição e que não há sobreviventes.

30 de abril: buscas aéreas pelo avião da Malaysia Airlines são encerradas.

17 de julho: nova tragédia: Avião da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo cai na Ucrânia.

 

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Quem estava a bordo?

Acredita-se agora que as últimas palavras do avião teriam sido ditas pelo copiloto Hamid, "Tudo certo, boa noite", mas ainda não está claro se o ACARS foi deliberadamente desligado.

Havia a bordo 227 passageiros, incluindo 153 chineses e 38 malasianos. Cinco deles eram crianças.

Outros passageiros vinham do Irã, Estados Unidos, Canadá, Indonésia, Austrália, Índia, França, Nova Zelândia, Ucrânia, Rússia, Taiwan e Holanda.

Entre os chineses, havia uma delegação de 19 artistas proeminentes que haviam participado de uma exibição em Kuala Lumpur.

Por causa do número de cidadãos a bordo, o governo chinês permanece bastante envolvido nas buscas e já expressou frustração com a lentidão das investigações.

A Malaysia Airlines afirmou que quatro passageiros fizeram "check in", mas não apareceram no aeroporto.

 

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Teorias tentam explicar mudança de rota e fim da comunicação do MH370
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Muitas teorias já surgiram para explicar o desaparecimento do voo MH370, que partiu de Kuala Lumpur, na Malásia, no dia 8 de março à 0h41 local (13h41 de Brasília da sexta-feira), e tinha previsão de chegada a Pequim cerca de seis horas mais tarde.

O pouco que se sabe oficialmente é que, uma hora após a decolagem, o avião fez o último contato: o copiloto deu “boa noite” quando seguia em direção ao Vietnã. Em seguida, o transponder (que mostra a posição do avião nos radares) foi desligado e as comunicações foram cortadas, inclusive o sistema Acars, que envia alerta sobre problemas na aeronave. A partir daí, o avião teria mudado drasticamente de rota.

Cerca de cinco horas mais tarde, um radar militar percebeu o avião em Pulau Perak, no Estreito de Malaca, a oeste da Malásia. Duas horas depois, um satélite teria captado um sinal da aeronave, indicando que poderia seguir para cima, para a Ásia central, sentido Índia ou Cazaquistão, ou para baixo, sentido Oceano Índico.

O que teria acontecido? Onde está o avião?

Para o coronel da reserva da Aeronáutica Luis Claudio Lupoli, que investigou a queda do avião da Air France em 2009 no Oceano Atlântico, com 228 pessoas a bordo, além de uma interferência ilícita (como o sequestro do avião ou ato de terrorismo), outra alternativa plausível seria “algo que fez os pilotos perderem a noção do que estava acontecendo”, como uma situação em que poderiam estar “desacordados” ou “sem controle” do avião.

“Eu acredito que, neste caso, não tenha sido interferência ilícita (sequestro/terrorismo) ou algum problema no avião. Foi alguma outra coisa”, afirma o comandante Jorge Barros, investigador de acidentes aéreos e oficial da reserva da Aeronáutica.

Veja abaixo algumas possibilidades levantadas por especialistas e na imprensa internacional.

1- Mudança de rota no computador de bordo

O jornal “The New York Times” sugeriu que a rota do avião pode ter sido alterada através de seu sistema computadorizado, e não manualmente, antes ou depois da decolagem. A alteração só pode ser feita por quem conhece o sistema de controle.

“Se há algum problema no avião, os pilotos podem reprogramar a rota para seguir até a pista de pouso mais próxima. O computador de bordo analisa quais são as pistas que podem abrigar um avião daquele tamanho, um Boeing 777. Naquela região são muito poucas. O computador de bordo pode ter decidido seguir para aquela direção porque era a pista mais próxima que poderia receber o avião”, diz o comandante Barros. É muito improvável que um dos passageiros fosse capaz de mudar a rota através do sistema computadorizado, já que é uma operação de grande complexidade, por isso seria mais plausível que tivesse sido o piloto ou algum dos membros da tripulação.

2 - Fogo no trem de pouso e desorientação dos pilotos

Uma teoria publicada no site "Business Insider" sugere que um pneu poderia ter estourado ou pegado fogo no momento da decolagem e que, ao ser recolhido o trem de pouso, a fumaça teria contaminado a cabine de comando e desorientado os pilotos. Pela hipótese, uma pane ou, risco de incêndio, teria feito os pilotos desligarem o transponder e as comunicações e colocado o piloto automático para seguir para a pista mais próxima, tendo ficado desacordados com a fumaça e morrido durante o voo. O coronel Lupoli acha pouco provável a fumaça deixar os pilotos desacordados. “Se houvesse fumaça na cabine, a possibilidade de atingir também a parte dos passageiros é grande. No cockpit há máscaras para os pilotos, e alarmes seriam acionados em caso de fumaça”, afirma. “O trem de pouso fica no terceiro nível do avião, há o bagageiro de carga ainda. A fumaça não chegaria tão fácil no cockpit. E se chegasse, atingiria também os passageiros”, diz Jorge Barros.

3 - Falha elétrica desligou o transponder

Outra teoria sugere que uma pane elétrica pode ter desligado o transponder. Em seguida, os pilotos teriam feito o controle de bordo buscar a pista mais próxima com capacidade de abrigar o 777, que seria talvez a de Pulau Langkawi, no Estreito de Malaca, direção que o avião tomou. “Uma falha elétrica ou até mesmo uma pane podem desligar o transponder automaticamente. Ou foi por pane, ou porque o piloto quis deliberadamente desligar. Desligar de forma acidental é quase impossível, precisa saber o que está fazendo”, diz o coronel Lupoli. O avião poderia continuar voando mesmo com pane elétrica, pois possui baterias e outros sistemas complementares.

4 - Sequestro/terrorismo

A empresa aérea Malaysia Airlines afirmou que o transponder do avião foi deliberadamente desligado por “alguém” antes da mudança de rota do avião. A informação reforçou a preocupação de que um dos pilotos poderia estar envolvido no sequestro do avião com algum objetivo, como o de torná-lo um “míssil” contra algum alvo, informou o comitê de inteligência dos Estados Unidos. Além disso, havia dois iranianos a bordo que estavam com passaportes roubados. E cinco pessoas despacharam bagagens e não embarcaram. “Se alguém invadiu a cabine e houve um sequestro, os passageiros continuaram o voo normalmente, sem saber o que acontecia”, afirma o comandante Barros. Um fato que reforça a tese do sequestro é que o sistema Acars do avião foi desligado propositalmente, pois apenas pilotos experientes e com conhecimento técnico saberiam como fazer isso, segundo especialistas.

5 - Pouso no mar ou em terra

Em caso de sequestro ou problema, o avião poderia ter caído no mar, pousado no mar ou pousado em terra em algum lugar. Já que havia combustível a bordo para 7,5 horas de voo, após a mudança de rota devido a algum problema, o avião poderia até ter feito um pouso forçado no mar. “Se o combustível acaba, o avião possui vários alarmes e avisa até a companhia em terra. Devido ao desligamento do sistema de comunicação, não avisaria. O avião também é feito para planar: se está com o peso equilibrado, ele tocaria na água ou no chão de forma quase igual ao pouso, na horizontal”, diz Barros.

6 – Descompressão

A agência norte-americana de aviação civil alertou a Boeing sobre o risco de corrosão em um local da fuselagem gerar fissuras e rachaduras que provocassem uma descompressão lenta ou rápida internamente e uma falha estrutural no avião, rompendo-se no ar. Isso provocaria a paralisação dos sistemas de comunicação do avião e explicaria o fato de os pilotos terem perdido os sentidos. “Já houve casos de descompressão lenta ou parcial, em que nem a tripulação e os passageiros sentiram. É uma hipótese que não pode ser descartada”, diz o coronel Lupoli. Pela descompressão, os pilotos teriam ficado desacordados e mudado o controle para uma rota com pouso previsto em pista que poderia receber o 777.

7- Explosão no ar ou falha estrutural do avião

Um disparo de um suposto terrorista, a explosão de uma bomba, um incêndio no ar ou uma falha na estrutura do avião poderiam ter provocado um rompimento em alta altitude das partes do avião, que cairia ou se despedaçaria no ar. Pedaços do avião, porém, seriam encontrados em terra ou no mar. Outro fator que poderia ter gerado faísca ou fogo a bordo são as baterias de lítio da Boeing, que já pegaram fogo em incidentes anteriores e geraram preocupação nos EUA.

8 –Suicídio

Um dos pilotos pode ter se trancado na cabine e desviado a rota propositalmente para uma região fora da rota do avião, o que dificultaria as buscas pela caixa-preta para confirmar o motivo do desaparecimento. Segundo o comandante Barros, uma investigação comprovou suicídio do piloto no caso de um avião da Embraer que caiu em Moçambique em novembro de 2013, matando 33 pessoas. As informações iniciais eram que o acidente seria por mau tempo. .

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Conheça dez teorias sobre o paradeiro do voo desaparecido na Ásia
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Confira dez teorias -com diferentes graus de probabilidade- sendo debatidas sobre o rumo do MH370:

1) Aterrissagem nas ilhas Andaman

Em determinado momento, acreditou-se que o avião parecia ter seguido em direção às ilhas de Andaman e Nicobar, no extremo leste da Índia, entre a Indonésia e a costa da Tailândia e Mianmar.

Há relatos de que um radar militar local não estava operando.

O editor de um jornal das ilhas disse ao canal 'CNN' que o avião teria sido avistado ou monitorado pelo Exército indiano --e não passaria despercebido.

Mas o local é isolado: há mais de 570 ilhas, 36 das quais são inabitadas. Se o avião tiver sido sequestrado, ali poderia ser um local adequado -ainda que muito difícil- para pousá-lo em segredo, diz o ex-piloto Steve Buzdygan.

2) Voo ao Cazaquistão

A república centro-asiática está no extremo norte da extensão das buscas, então hipoteticamente o avião poderia ter pousado ali.

Para Sylvia Wrigley, autora do livro Why Planes Crash (Por que aviões se acidentam, em tradução livre), diz que pousos no deserto são possíveis e até mais prováveis do que um pouso em uma praia.

A ausência até agora de um manifesto detalhando a carga do avião despertou rumores de que a aeronave transportasse itens de grande valor -e passageiros supostamente bilionários-, um possível motivo para sequestro.

Mas o órgão de aviação civil do Cazaquistão argumenta, em comunicado enviado à Reuters, que o avião teria sido detectado se aparecesse ali. E há um problema ainda mais óbvio: o avião teria de ter cruzado os espaços aéreos de países como Índia, Paquistão e Afeganistão - que costumam monitorar cuidadosamente os voos por razões militares.

Ainda assim, é possível que haja falhas nos sistemas de radar em alguns desses países nessa rota da Ásia Central, argumenta Wringley. "Muitos equipamentos envelhecem" e podem deixar passar informações, ela diz.

3) Voo ao sul

O último sinal de satélite sugere que o avião continuou operacional por ao menos cinco ou seis horas após sair do alcance do radar malaio. Para Normal Shanks, ex-chefe de segurança da empresa aeroportuária BAA e professor de segurança aérea na Universidade de Coventry, no Reino Unido, a rota sul seria mais provável para um avião não detectado por radares.

A rota sul leva a grandes espaços abertos no oceano Índico e a áreas desabitadas da Austrália.

Sem saber o motivo do desaparecimento, é difícil especular o destino final do avião. Mas uma hipótese é que ele tenha voado até seu combustível acabar e se acidentado no mar ao norte da Austrália.

4) Pouso no deserto Taklamakan, noroeste da China

Há especulações de que o avião tenha sido tomado por separatistas uigures muçulmanos do oeste chinês. Dos 239 passageiros do voo, 153 eram cidadãos chineses. E a teoria é que ele tenha pousado no deserto de Taklamakan, em pleno território uigur.

A região, um dos maiores desertos do mundo, é um amplo espaço escassamente povoado.

Em 15 de março, autoridades malaias informaram à BBC que uma locação possível do avião era justamente algum lugar na fronteira entre China e Quirguistão.

Mas, novamente, essa teoria implica que os radares de vários países falharam.

5) Voo em direção às ilhas Langkawi

A ausência de comunicação e do transponder poderia ser explicada por um incêndio, sugeriu o blogueiro de aviação Chris Goodfellow, argumentando que a guinada à esquerda feita pelo avião (desviando-se de sua rota a Pequim) poderia ser por algum incidente a bordo e pela busca de um aeroporto próximo.

Goodwfellow afirma que esse aeroporto poderia ser o da ilha de Palau Langkawi, uma faixa de 4.000 metros no arquipélago Langkawi, na costa noroeste da Malásia.

Mas essa teoria está sendo contestada. Uma mudança de rota feita durante uma emergência provavelmente seria feita com o controle manual. Mas a guinada à esquerda foi, segundo apuração do 'New York Times', operada eletronicamente. Além disso, imagina-se que a tripulação teria comunicado o eventual incêndio à torre de controle.

6) O avião está no Paquistão

O empresário midiático Rupert Murdoch tuitou que o avião poderia "estar escondido no norte do Paquistão, como (Osama) Bin Laden".

O Paquistão negou que isso fosse possível, alegando que seus radares não detectaram o avião.

Assim como a teoria do Cazaquistão, essa parece improvável pelo fato de o espaço aéreo na fronteira Paquistão-Índia ser fortemente vigiado por radares militares. E, apesar de ser uma região remota e sem lei, o norte paquistanês é acompanhada de perto por satélites e aeronaves não-tripuladas.

7) O avião se escondeu na sombra de outra aeronave

O blogueiro de aviação Keith Ledgerwood argumenta que o MH370 escondeu-se dos radares na sombra do voo 68 da Singapore Airlines, que estava próximo.

Ele acredita que o voo poderia ter escondido o da Malaysia Airlines em uma passagem pelos espaços aéreos de Índia e Afeganistão.

O voo 68 rumou à Espanha. O MH370 poderia ter se desviado dessa rota no meio do caminho, argumenta. "Há várias localidades ao longo do caminho do voo 68 em que (o MH370) poderia ter interrompido contato e rumado para Xinjiang (área uigur na China), Quirguistão ou Turcomenistão", diz.

Hugh Griffiths, especialista em radares da Universidade College London, diz que a teoria é factível. Mas há diferenças entre radares militares e civis: os civis usam o transponder da aeronave; os militares usam radares primários que implicam em resolução maior e possivelmente perceberiam se dois aviões passassem por ele, mesmo que próximos. A questão é como isso seria interpretado pelos observadores em terra - e se a informação seria descartada ou não.

8) Houve briga a bordo

O avião voou de forma errática, acima de seu "teto" e depois abaixo. Para Buzdygan, as grandes flutuações em altitude sugerem que houve alguma briga.

Após o 11 de Setembro, portas da cabine foram reforçadas para evitar sequestros, mas ainda há cenários possíveis em que criminosos poderiam ter entrado ali --e o piloto pode ter voado de forma agressiva para resistir e confundir os sequestradores, defende Buzdygan.

9) Os passageiros foram mortos deliberadamente por descompressão

Outra teoria defende que o avião subiu a 45 mil pés para matar os passageiros rapidamente, diz o ex-navegador da Força Aérea Britânica Sean Maffett. O suposto motivo seria impedir que usassem celulares quando o avião descesse.

A 45 mil pés, o Boeing 777 está muito acima de sua altitude operacional normal, o que poderia despressurizar a cabine, diz Maffett.

Máscaras de oxigênio cairiam automaticamente, mas o gás acabaria após 12 a 15 minutos. Os passageiros ficariam inconscientes e morreriam, ele prossegue. Mas quem quer que estivesse no controle da situação teria o mesmo fim - a não ser que tivesse acesso a algum outro suprimento de oxigênio.

10) O avião voltará a decolar para ser usado em ataque terrorista

Uma das teorias mais bizarras diz que o avião foi roubado por extremistas para cometer um atentado semelhante ao de 11 de Setembro. A aeronave teria pousado, sido camuflada e ganho um novo transponder - para então decolar e atacar algum alvo.

Maffett diz que tal operação seria muito difícil, ainda que não possa ser descartada. "Estamos num ponto em que cenários muito difíceis devem ser considerados, já que as opções sensatas parecem ter sido eliminadas."

Mas há quem diga que, mesmo que o avião tenha conseguido pousar, ele dificilmente estaria em bom estado suficiente para decolar de novo.

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Outras teorias
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outras teorias que estão sendo discutidas, muitas delas consideradas pouco plausíveis.

Uma delas especula que um incêndio, provavelmente causado por um curto-circuito ou por um superaquecimento de um dos pneus do avião durante a decolagem, gerou fumaça na cabine logo após a tripulação se comunicar pela última vez com os controles de tráfego aéreo.

Por isso, o piloto teria desviado de sua rota e buscado a pista mais próxima para um pouso de emergência, enquanto desligava os equipamentos, como o transponder, para isolar o problema.

A fumaça gerada pelo incêndio teria dominado a cabine, o que teria feito com que o avião seguisse em piloto automático, sobrevoasse o arquipélago de Langkawi, onde estaria a pista, e avançasse sobre o oceano Índico, onde o combustível teria acabado e o avião, caído.

Popular em redes sociais e repercutida por órgãos da imprensa americana, a teoria foi rapidamente desconsiderada. Segundo especialistas, o avião continuou a ser manobrado depois de passar por Langkawi.

Outra teoria diz que, se o avião tivesse rumado ao norte, provavelmente teria sido derrubado em algum dos países cujos espaços aéreos poderia ter cruzado, mas o país culpado por isso se recusa a admitir ter feito isso por causa da repercussão negativa que isso teria.

Acredita-se que o avião possa ter cruzado os territórios de Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Paquistão, Bangladesh, Índia, China, Mianmar, Laos, Vietnã ou Tailândia.

Após o 11 de Setembro, aeronaves que entram em espaços aéreos soberanos costumam ser alvejadas, diz Maffett.

Mas há falhas nessa teoria. Primeiro, o avião ainda teria de ter passado por diversos radares; além disso, o país responsável por sua derrubada conseguiria acobertar isso até que ponto?

Outras improváveis teorias da conspiração circulam online, uma delas de que os EUA teriam "capturado" o avião e levado a uma base no meio do Índico. Outra, de que os "sequestradores" do avião contaram com a ajuda de algum governo (ou operador de radar) autoritário.

Novamente, questionam-se a complexidade e a dificuldade em manter isso em segredo por tanto tempo. E qual seria o motivo para tal ação?

 



Um avião pode desaparecer sem deixar vestígios?
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O desaparecimento de um avião moderno por tanto tempo, sem deixar vestígios, é um episódio com poucos precedentes na história da aviação civil. Em 2009, a queda do Airbus A-330 da Air France no meio do Oceano Atlântico permaneceu inexplicada por quase dois anos até a caixa-preta do avião ser encontrada, a quase 4 mil metros debaixo do mar. Três investigadores franceses envolvidos no acidente da Air France foram chamados para colaborar nas buscas pelo avião da Malaysia Airline.

O que aconteceu nas últimas horas do voo MH370 talvez só seja conhecido quando as caixas-pretas forem achadas. Os aparelhos emitem sinais ultrassônicos que podem ser detectados debaixo d'água. Sob boas condições, as frequências podem ser captadas a quilômetros de distância.

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Semelhanças e diferenças entre o desaparecimento do voo MH370 e o voo AF447 da Air France
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Fonte: Zero Hora

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Reportagem sobre o desaparecimento
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Simulação 1 - Visão do Cockpit
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Ouça a gravação das últimas palavras do voo MH370
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Fotos e links
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As buscas e os equipamento em uso - Fonte: Daily Mail

 

Foto via wallpaperseries.com

Fotos

Avião da Malaysia Airlines com 239 ocupantes desaparece.

O drama dos familiares dos ocupantes do voo MH370.

As buscas pelo voo MH370 em imagens marcantes.

 

Links

 

Simulador mostra o funcionamento da cabine de comando do voo 370

 

DCA Malásia

 

Página da Malaysia Airlines no Facebook

 

Transcrição ATC / Tripulação [.pdf - em inglês]

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Fontes de pesquisa

 

Fontes: BBC / UOL / G1 / Daily Mail / Tahiane Stochero e Marina Franco (G1) / Zero Hora / ASN / Wikipédia

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