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JAL 123

 

O pior acidente da história da aviação

 

envolvendo uma só aeronave

 

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O MEMORIAL
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No povoado de Ueno, nas cercanias do local do acidente, existe um santuário

onde estão as cinzas dos que morreram no voo JAL 123

 

Veja mais fotos clicando AQUI e AQUI.

 


CENTRO DE PROMOÇÃO À SEGURANÇA DA JAL
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Destroços de aeronaves carbonizadas, caixas pretas destruídas, fotografias de órfãos diante de caixões. A companhias aérea Japan Airlines (JAL) não enterrou suas piores memórias em acidentes aéreos, e sim, as mantêm vivas em um museu.

Entre os milhares de itens recuperados a partir de locais de acidentes, há na mostra uma mensagem final que um passageiro condenado à morte rabiscou sobre um saco para enjoo do avião em que estava – e que caiu –, pedindo a sua esposa para cuidar de seus filhos.  O objetivo não é ser uma mostra sobre a morte, mas pela preservação da vida.

Visitas ao museu são altamente incentivadas na JAL, com o objetivo de que fiquem registradas nas mentes dos trabalhadores, em detalhes gráficos, as consequências potencialmente catastróficas de um simples erro.

Yutaka Kanasaki, que dirige o Centro de Promoção à Segurança da JAL, inaugurado em 2006, disse que 90 por cento da companhia, ou mais de 50.000 funcionários, não trabalhavam na companhia num momento em que um de seus jatos caiu.

"Queremos evitar a tristeza que tragédias aéreas caiam no esquecimento e, ao invés disso, passar adiante o conhecimento dos riscos da aviação para a próxima geração", disse ele.

A exposição exibe de forma proeminente destroços do avião, incluindo seções esmagadas de cauda e assentos de passageiros retorcidos, assim como os restos dos restos de objetos pessoais dos passageiros mortos, tais como canetas, óculos e chaves do carro.

A JAL descreve seu pior acidente – e também, o pior desastre da história da aviação envolvendo um único avião – ocorrido em 12 de agosto de 1985 na queda do voo da JAL 123 que causou 520 mortes e, incrivelmente, deixou quatro sobreviventes.

O Boeing 747 caiu porque uma parte da aeronave – o estabilizador vertical e o leme – que tinha sido mal reparada após um incidente sete anos antes foram arrancados durante o voo.

Funcionárias olham para os destroços de um Boeing 747 da Japan Airlines que caiu em 1985,

em exibição no Safety Promotion Center da JAL, em Tóquio

O avião caiu em uma montanha a noroeste de Tóquio, depois girar violentamente em espiral através do céu durante 32 minutos – tempo suficiente para os passageiros entenderem que eles estavam em seu último voo, e para rabiscar as suas mensagens finais.

Preservar, como feridas abertas, as lembranças dos desastres mortais poderiam parecer estranhas para muitas companhias ocidentais, mas está em sintonia com a tradição corporativa do Japão de mostrar arrependimento e culpa por erros.

Isso pode ser parte da razão por que a companhia é agora considerada uma das mais seguras do mundo. Na JAL, o último acidente fatal ocorreu em 1985.

Fonte e fotos: AFP

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RELATÓRIO OFICIAL

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FONTES DE PESQUISA

ASN (Aviation Safety Network) / Wikipédia / jornal Folha de S.Paulo / Revista Veja / AFP / Jetsite / Times / YouTube/


Texto final e edição de imagens por Jorge Tadeu da Silva


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