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MH 17

 

 

 

TRAGÉDIA NA UCRÂNIA

 

 

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O voo MH17 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo caiu na Ucrânia no dia 17 de julho quando voava de Amsterdam para Kuala Lumpur. Há a suspeita de que ele tenha sido abatido por um míssil numa região, controlada por separatistas pró-Rússia que estão em confronto com o governo de Kiev.

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ÍNDICE




Simulação da queda do Boeing da Malaysia Airlines
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Entenda a crise na Ucrânia
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A decisão de aproximar a Ucrânia da Rússia, ao invés de assinar um acordo com a União Europeia deflagrou um intenso conflito na Ucrânia. Em fevereiro houve derramamento de sangue e o então presidente Viktor Yanukovych foi destituído.

 

A população, dividida entre pró-russos e pró-UE, tenta sobreviver a ataques de ambos os lados, com militantes armados e forças do exército. Na Crimeia, um referendo decidiu que a região pertence à Rússia, agravando ainda mais a situação.

 

Internacionalmente, um abismo está sendo aberto entre a Rússia e as potências do Ocidente, com sanções e quebras de acordo de todos os lados. Não há uma clareza sobre quem é o responsável por inflamar a situação, desta vez, mas as reações ao redor do mundo dão o tom de uma crise que pode estar longe de acabar.

História

 

Durante quase todo o século 20, a Ucrânia fez parte da União Soviética, até sua independência, em 1991.

 

Desde então, o país passou a olhar em uma outra direção, do Oriente para o Ocidente, da Rússia para a União Europeia, tendo os exemplos de Polônia, Eslováquia e Hungria - todos membros da União Europeia – em seu horizonte.

 

Mas a Ucrânia não completa esse movimento porque duas forças contrárias o paralisam.

 

De um lado, está a parte ocidental do país, onde vivem as gerações mais jovens e de onde partiu o movimento de aproximação da UE.

 

Do outro, está a parte oriental e sul, mais próxima da Rússia, onde se fala russo e não ucraniano e prevalece um sentimento de nostalgia dos anos de integração soviética.

 

Por fim, de cada um desses lados, existem os interesses e pressões de grandes potências mundiais.

 

Os protestos

 

Tudo começou em novembro, quando Yanukovych decidiu recusar um acordo que aprofundaria os laços do país com a União Europeia (UE) e era negociado havia três anos. Em troca, o presidente preferiu se aproximar da Rússia.

 

Entretanto, os protestos começaram logo depois. Os confrontos diminuíram depois que os manifestantes saíram dos prédios oficiais que estavam ocupando e após o governo garantir que daria anistia a todos. Mas os acampamentos de protesto continuaram pelas ruas de Kiev e a oposição pró-UE continuou a exigir a renúncia do presidente.

 

Em janeiro, os protestos ficaram ainda mais violentos na capital, quando o governo adotou novas leis com o objetivo de frear as manifestações. No fim de janeiro, três manifestantes morreram após confronto com a polícia. Foram as primeiras mortes da crise. O conflito já deixou ao menos 77 mortos e centenas de feridos nos últimos dias. Os choques entre manifestantes e a polícia se tornaram constantes, especialmente em Kiev.

 

O papel da Rússia

 

O Kremlin se aliou firmemente com o presidente Viktor Yanukovych. O Ministro de Relações Exteriores russo descreveu a violência nos protestos que tomaram conta do país como uma "tentativa de golpe" e exigiu que os líderes da oposição na Ucrânia "dessem um fim ao derramamento de sangue".

 

O presidente russo, Vladimir Putin, tem se mantido em contato por telefone com Yanukovych. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi cuidadoso ao insistir que o presidente russo não ofereceu qualquer conselho ao governo, mas afirmou que a Ucrânia era um "Estado irmão e amigo e um parceiro estratégico" e que a Rússia usaria toda sua influência para restabelecer a paz e a ordem.

 

A Ucrânia depende da Rússia para abastecer-se de gás. Além disso, por seu território passam dutos que transportam os gás russo para a União Europeia. Em uma reunião em 17 de dezembro de 2013 entre Putin e Yanukovych, a Rússia se comprometeu a comprar o equivalente a R$ 36 bilhões em títulos do Estado ucraniano e a reduzir o preço do gás vendido ao país.

 

O papel do Ocidente

 

Nos Estados Unidos, o foco tem sido tentar persuadir Yanukovych a tirar as forças do governo das ruas e a agir com moderação. Segundo relatos, o vice-presidente, Joe Biden, falou com o presidente ucraniano pelo telefone e sugeriu que seria responsabilidade dele acalmar a situação e abordar as "preocupações legítimas" dos manifestantes.

 

Na Europa, o ministro de Relações Exteriores sueco, Carl Bildt, chegou a dizer que o presidente Yanukovych tinha "sangue em suas mãos".

 

O ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse que a Ucrânia havia "pago um preço caro" pelas recusas de seu presidente em ter conversas sérias para acabar com o conflito.

 

Diplomacia Geograficamente, a Ucrânia fica entre os dois lados. Até agora, as rivalidades dos tempos da Guerra Fria vinham sendo contidas. Diplomatas argumentam que é possível que Rússia e Ocidente colaborem entre si quanto ao futuro da Ucrânia, beneficiando os dois lados.

 

O futuro imediato da Ucrânia pode depender mais das tentativas de mediação feitas por ex-políticos ucranianos e poderosos oligarcas locais, desesperados para evitar que a violência se agrave.

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Fontes de pesquisa
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Texto:

G1 / UOL / Terra / R7 / Wikipédia / AFP / EFE / Daily Mail / BBC / ASN / Folha de S.Paulo / O Globo / BBC Brasil / Blog Notícias sobre Aviação

Fotos:

AFP / AP / EFE / G1 / Folha Imagens / Terra / Wikipédia / Blog Notícias sobre Aviação

Mapas, gráficos, infográficos e outras imagens:

Editoria de Arte do G1 / Folha Imagem / Terra / R7 / Blog Notícias sobre Aviação

Vídeos:

YouTube / CNN

 


Texto e edição de imagens por Jorge Tadeu da Silva

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