CLIQUE AQUI PARA VOLTA PARA A PÁGINA INICIAL

.

ACIDENTES AÉREOS HISTÓRICOS

.

MENU


PÁGINA INICIAL


ACIDENTES

HISTÓRICOS

CLIQUE AQUI E LEIA AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO E ESPAÇO

ACIDENTES

AÉREOS

NO BRASIL


ACIDENTES

AÉREOS

NO MUNDO


ACIDENTES DE

HELICÓPTEROS

NO BRASIL


.FAÇA SUA ESCUTA AÉREA NOS PRINCIPAIS AEROPORTOS DO BRASIL E DO MUNDO

.ATC- Faça sua

escuta aérea


ASSISTA VÍDEOS DE ACIDENTES

VÍDEOS DE

ACIDENTES


IMAGENS DE

ACIDENTES

NO BRASIL


IMAGENS DE

ACIDENTES

NO MUNDO


CAIXA-PRETA

ACIDENTES

HISTÓRICOS


O ACIDENTE

NO VOO 447

AIR FRANCE


A TRAGÉDIA

COM O FOKKER

100 DA TAM


O DESASTRE

NO VOO 1907

DA GOL


A TRAGÉDIA DE

CONGONHAS

VOO 3054


ACIDENTES

DA TAM


AEROPORTOS

AERONAVES

EMPRESAS

AÉREAS


CURIOSIDADES

LOGOMARCAS

SELOS POSTAIS

INFORMAÇÕES

E SERVIÇOS


.ARTIGOS

LINKS

.

Assine meu

Livro de Visitas

 


SITE DO JORNALISTA JORGE TADEU

O ARQUIVO DO FUTEBOL

A HISTÓRIA REAL DO ACIDENTE COM O FOKKER 100 DA TAM - VÔO 402

Quer ser um

site parceiro?


ANUNCIE

NESTE SITE


SOBRE O AUTOR

E SUAS FONTES


SOBRE O SITE

FALE CONOSCO
FALE CONOSCO

Designer:

Jorge Tadeu


 

 

 



.

O voo e o acidente

.

No dia 1º de julho de 1963, 11 pessoas morreram na queda de um avião em São João da Bela Vista. Na época, ainda existiam poucos veículos e o transporte de trem era bastante utilizado. Viajar de avião ainda se tratava de rara oportunidade, logo a tragédia abalou a cidade, principalmente, porque os corpos ficaram mutilados, inclusive o do bispo de Uruguaiana, Dom Luis Felipe de Nadal, que visitava Passo Fundo a dos Irmãos Maristas locais.

 

O Bispo Dom Luis Felipe de Nadal

Eram 17h25, de uma segunda-feira, 1º de julho de 1963, quando o voo 280 da aeronave Douglas C-47B-20-DK (DC-3), prefixo PP-VBV, da VARIG, que saiu de Porto Alegre com destino a Erechim, fez escala em Carazinho.

Assim que decolou no município de Carazinho em direção a Passo Fundo, o telegrafista de bordo, Ari Santos, pediu informações sobre as condições meteorológicas. Ele foi informado que um forte nevoeiro se aproximava.

Poucos mais de 30 minutos se passaram até que os passo-fundenses que saíam do trabalho se surpreendessem com um avião voando alguns metros acima de suas cabeças. Todos correram e um pânico estabeleceu-se na cidade.

O DC-3, PP-VBV, no Aeroporto Salgado Filho, em 1960

O avião foi perdendo altitude e executando voos rasos, aumentando ainda mais o pavor.

O piloto, não avistando a pista ao concluir o procedimento de descida, decidiu subitamente circular o aeródromo na esperança de encontrar melhor visibilidade na cabeceira oposta, talvez traído por alguma fugaz abertura no nevoeiro.

Com a atenção dividida entre a pilotagem do avião e a busca por referências externas, o comandante Magnus Beckheuser não percebeu que o DC-3 afundava perigosamente na cerração.

Desespero, foi o que sentiram os funcionários da olaria São João, localizada no então distrito de São João da Bela Vista, pois a aeronave passou a poucos metros do estabelecimento.

Logo em seguida, uma das rodas do PP-VBV colidiu com o tronco de uma sapopema, uma árvore de aproximadamente 30 metros de altura.

O avião, então, projetou-se de nariz contra o solo, desintegrando-se. O estrondo foi ensurdecedor e o DC-3 abriu uma clareira no meio do mato.

Os funcionários da olaria Nicanor Vihnsti, Miguel Rodrigues e Nicanor Lima de Carvalho, foram os que primeiro chegaram ao local e viram o avião em destroços e os corpos mutilados.

Assustados, assistiram à cena mais estarrecedora de suas vidas. O avião em destroços, corpos parcialmente mutilados que jaziam ao solo e alguns sobreviventes se arrastando para longe ao avião que jorrava combustível.

Imediatamente, as primeiras testemunhas do insólito acidente procuraram ajudar os poucos sobreviventes da tragédia. Eles eram cinco. Duas mulheres e três homens. Uma delas, depois reconhecida como Virginia Lima pôs-se a rezar, ajoelhada próximo ao avião.

Em poucos minutos sua voz foi enfraquecendo e ela ainda teve tempo de olhar para o céu cinzento, quase escuro, e tombar sem vida.

Outro sobrevivente, José Aramis Rodrigues, também rezava e assim o fez até chegar ao Hospital São Vicente de Paulo.

Em menos de 20 minutos começaram a chegar os socorros. O sargento Vitalino, da Brigada Militar, inicialmente comandou as operações ao lado de outros policiais militares, policiais civis, bombeiros, policiais rodoviários, militares do exército e até escoteiros, todos chamados ao local para apagarem o fogo, socorrerem os sobreviventes, resgatarem os corpos e também para evitarem saques ao avião. Vários médicos entre eles Sabino Frias, foram prestar socorro no local.

O fato sinistro e sanguinário consternou fascínio à população. Milhares de pessoas acorreram ao local. Mais de 800 veículos ficaram estacionados ao longo da rodovia. Pessoas perdidas na escuridão, algumas caminharam mais de cinco quilômetros, com frio intenso, para chegarem ao local. Era um acontecimento único.

A tripulação era composta por quatro pessoas, todas mortas no momento do acidente. O comandante se chamava Magnus Bacheuser, que momentos antes da queda foi arremessado para fora da aeronave. Com profundo corte no crânio, foi encontrado a uns 20 metros do local. Os demais eram: o copiloto José Luis de Moraes Azevedo, o radiotelegrafista Ari dos Santos e o comissário de bordo, Milton Galvão Balaro.

Entre os nove passageiros do avião sete morreram no local ou no hospital. Os dois que sobreviveram foram: José Aramis Rodrigues e Celanira Nunes, irmã da outra passageira Virginia Lima.

Os mortos eram: Paulo da Silveira Fernandes, engenheiro agrônomo, funcionário da Secretaria Estadual de Agricultura e professor da Faculdade de Agronomia de Passo Fundo. Morava em Porto Alegre, mas havia residido nesta cidade e era casado com Déa Rache Fernandes, de tradicional família passo-fundense; dom Luiz Felipe de Nadal, bispo da Diocese de Uruguaiana, vinha a Passo Fundo para participar de um encontro religioso da Congregação Marista; Marialvo Bonassina, era funcionário da CEEE e poucos dias antes regressara de Paris, onde havia feito curso de aperfeiçoamento. Vinha a Passo Fundo ministrar curso de eletrotécnica para os funcionários da empresa. Delmar Luiz Rigoni era aluno da Faculdade de Direito de Passo Fundo, na época com freqüência livre. Vinha prestar provas, pois se formaria no final daquele ano. Nelson João Panizzotto, de Porto Alegre, era viajante comercial do Laboratório E. R. Squibb. Virginia Lima, também de Porto Alegre, viera com a irmã Celanira visitar outra irmã que estava enferma e Amílcar Morganti, residia em Erechim e regressava de Porto Alegre, a sua cidade..

A empresa de transporte coletivo urbano também colocou uma linha exclusiva do centro até São João da Bela Vista durante toda a semana seguinte para sanar a curiosidade das pessoas.

O gerente da Varig em Passo Fundo na época, Ernandi Sander, conta que pessoas de todo o estado passaram pela cidade para conferir o que sobrou do desastre.

Nota da Varig sobre o acidente - Correio da Manhã, 4 de julho de 1963

"Eu estava no aeroporto quando tudo aconteceu. Com o tempo ruim, o piloto, ao invés de levantar voo quando viu a neblina, continuou baixando e bateu contra uma árvore. Se ele tivesse escapado da sapopema, iria aterrissar em uma lavoura de soja", conta.

Poucos minutos se passaram desde o contato até que o telegrafista avisasse que a localização do avião havia sido perdida. Assim que soube onde era o local do acidente, Sander embarcou na sua Kombi e se dirigiu até a RS 324.

"Fiquei assustado quando vi o enorme engarrafamento. Fomos desviando dos curiosos e quando cheguei, ajudei a retirar os corpos", explica.

Os dois sobreviventes

Os sobreviventes foram Celanira Nunes e José Iramir Rodrigues, que estavam na mesma fileira de poltronas. A Sra. Celanira faleceu menos de um ano após o acidente em virtude de seqüelas da queda.

O Sr. José Iramir teve o nariz empurrado para dentro do crânio, a orelha e a bochecha direita reimplantados, o tórax esmagado - o que o deixou com com o dito "peito de pombo" - criando uma ponta no peito e outra nas costas, e o pior de tudo: por ter ficado preso em sua poltrona pela perna, ele teve que ser transportado sentado nela, em cima da carroceria de uma caminhão até o Hospital São Vicente de Paulo, onde, por pouco, não a perdeu por gangrena. Ele, que havia acabado de completar 40 anos no dia anterior ao do acidente, veio a falecer em 15 de junho de 2003, exatamente 15 dias antes de completar 80 anos.

A poltrona em que estava sentado no DC 3 permanece no mesmo estado, desde 1º de julho de 1963, guardada no sítio onde hoje mora um de seus filhos, chamado José Iramir Rodrigues Filho.

A aeronave

 A aeronave destruída no acidente foi fabricada pela Douglas em 1944 para a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos e recebeu o número de construção 26889/15444. Após a Segunda Guerra Mundial, foi repassada pelo governo dos EUA para a Royal Air Force (Reino Unido), onde operou até junho de 1947, quando foi vendida para a companhia aérea de Malta, a Kearsley Airways. Após três anos, foi revendida para a VARIG, onde foi registrada com o prefixo PP-VBV, sendo empregada em rotas regionais no interior do Brasil.

Causas

Durante anos seguiram as investigações para apurar as causas do acidente do voo 280 do Douglas DC-3 da Varig. A análise foi feita pela Comissão Permanente de Estudos Técnicos da Aviação Civil.

Tempo depois, a averiguação chegou à conclusão de que poderia ter sido falha humana, em razão do tempo totalmente desfavorável, com forte neblina.

Na época, a decisão da comissão foi de que o comandante da viagem poderia ter se comunicado novamente com o aeroporto de Passo Fundo e avisado que seguiria adiante, buscando outra cidade com condições favoráveis para pouso.

O Nacional, 2 de julho de 1963

 

Folha de S.Paulo, 3 de julho de 1963

 

Jornal do Dia, 7 de setembro de 1963

 


 

Fontes:

 

Projeto Passo Fundo: projetopassofundo.com.br

 

Livro: "150 Momentos mais importantes da história de Passo Fundo", de Osvandré Lech

 

Livro "O rastro da bruxa", de Carlos A. C. Germano da Silva

 

Raquel Vieira / Jornal O Nacional / aviation-safety.net / Wikipedia

 

Cristiano Volkmer (neto do sobrevivente Sr. José Iramir Rodrigues)

 

Texto e edição de imagens por Jorge Tadeu da Silva


. . . .
Este site está em The Best Aviation Sites VOLTA PARA O ALTO DA PÁGINA
. . . .

Desde 2006 ® Direitos Reservados - Jorge Tadeu da Silva