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ACIDENTES AÉREOS HISTÓRICOS

 

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COLISÃO E MORTE NO CEARÁ

VASP - VOO 168


Artigo baseado na matéria originalmente publicada no site


ÍNDICE

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O AVIÃO

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O VOO 168 DA VASP

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IMPACTO FULMINANTE

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A DESCOBERTA

DO ACIDENTE

 

A OPERAÇÃO

DE RESGATE

 

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OS ANOS SEGUINTES

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OS INTERMINÁVEIS PROCESSOS JUDICIAIS

LIÇÕES DA TRAGÉDIA

.LISTA DE OCUPANTES

DO PP-SRK

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DADOS PRINCIPAIS

DO ACIDENTE

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DADOS ADICIONAIS

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ÁUDIO DA

CAIXA-PRETA

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TRANSCRIÇÃO DOS ÚLTIMOS DIÁLOGOS

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ÁLBUM DE FOTOS

REPORTAGEM

SOBRE O ACIDENTE

FONTES CONSULTADAS

E AGRADECIMENTOS

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A DESCOBERTA DO ACIDENTE

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No Aeroporto Pinto Martins as famílias esperavam em um clima festivo os passageiros do Voo 168. Às três horas da manhã porém, horário em que o PP-SRK já havia colidido com a Serra da Aratanha, a empresa avisou que o Boeing 727 estava desaparecido mas não deu maiores detalhes. Somente por volta das quatro horas começaram a ser ouvidas as primeiras versões que falavam em acidente com a aeronave e às 05h10, o destino do Voo 168 foi confirmado, para desespero dos que esperavam. Neste momento, quatro médicos da FAB assumiram o ambulatório do aeroporto e começaram a atender amigos e parentes dos passageiros enquanto pessoas que chegavam para embarcar em seus voos naquela manhã começavam a mudar de idéia, desistindo da viagem, como fizeram José Américo Pereira, Vicente Andrade Linhares e até duas mulheres não identificadas que, aos gritos no balcão da Vasp, exigiam seu dinheiro de duas passagens para Recife de volta dizendo "vamos de ônibus"!

Pouco depois das 8h00 a Vasp começou a divulgar através de um funcionário em Fortaleza, a primeira lista dos passageiros embarcados em seu 727-200. Nessa hora, Antônio Azim, um rapaz de 17 anos interrompeu a leitura dos nomes gritando que havia perdido os pais no acidente (José e Heliani Azim, embarcados em São Paulo), saindo correndo do local. Pouco depois chegava ao aeroporto a informação de que o garoto havia sido internado em estado grave na casa de saúde São Raimundo naquela capital, após dar um tiro na cabeça.

Empresas de táxi-aéreo eram constantemente procuradas por repórteres para decolar com helicópteros e ir até o local do acidente, sendo que uma dessas empresas colocou um helicóptero no ar antes mesmo de haver teto para a decolagem, enviando-o para a Serra da Pacatuba com repórteres. Este, não conseguindo achar o ponto do desastre, desceu em Pacatuba, sendo impedido de decolar novamente pela Aeronáutica.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro o movimento era grande nos aeroportos e a Vasp estava programando voos especiais com 112 lugares cada para Fortaleza (em aviões 737). Não houve tumulto ou problemas pois a empresa destacou funcionários especialmente treinados para receber estas pessoas. No Rio o critério era que apenas dois de cada família podiam viajar para o local do acidente nos voos especiais. Em São Paulo o primeiro voo levou o número 0162 e tinha, além dos parentes, doze funcionários da Vasp (entre supervisores e relações públicas que estavam indo trabalhar emergencialmente em Fortaleza). O voo do Rio de Janeiro saiu as 15h30 em um Boeing da Cruzeiro que tinha como destino Manaus, com escala em Fortaleza.

Os passageiros do voo especial de São Paulo se diziam "passageiros do voo dos desesperados" pois haviam notícias da existência de um certo número de sobreviventes, fato do qual muita gente já duvidava. Alguns diziam que, se o Boeing 727 havia colidido e explodido na montanha, como haveriam sobreviventes?

Em sentido contrário, parentes de tripulantes ainda acreditavam que alguns estivessem vivos e isto aumentava o clima de desespero. Antes da decolagem, quando as comissárias começaram a mostrar o funcionamento das máscaras de emergência que seriam usadas "em caso de acidente" houve um mal-estar dentro do 737, mas o voo foi efetuado sem nenhum problema.

 

A OPERAÇÃO DE RESGATE

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No local da queda do PP-SRK, o primeiro sinal da colisão do 727 com o solo estava a aproximadamente 500 metros do local do núcleo dos destroços. Este sinal era um pedaço da asa do Boeing, medindo cerca de dois metros, tendo sido o maior pedaço da aeronave encontrado naquele dia.

 

Parte da asa do 727 com parte do prefixo

 

Esta parte da asa foi localizada pelo major Emílson, do Corpo de Bombeiros, que estava na liderança de um grupo de 20 homens, os primeiros a chegar (oficialmente) ao local da queda do avião. Segundo informações destes homens, daquele ponto em diante podiam ser vistos partes do avião, restos de corpos e peças de vestuário pelo chão e até mesmo pendurados nas árvores.

 

Os bombeiros, impressionados, ante a gravidade do acidente, declararam que dificilmente haveria um único corpo que pudesse ser inteiramente reconstituído.

 

Sabe-se que, além do impacto e da explosão, houve um incêndio inflamado pelos 10.000 litros de combustível que restavam nos tanques do avião, motivo pelo qual certas partes ainda soltavam fumaça mais de 12 horas após da tragédia.

 

Turbina do PP-SRK, fotografada 6 horas após o acidente

 

Ao saber do acidente, muitas pessoas (que se tornaram centenas no dia seguinte) iniciaram a escalada da Serra da Aratanha, um caminho íngreme e que foi, depois de algumas horas, interditado.

 

Três rapazes (José Ribeiro dos Santos, Raimundo Felício Ribeiro e Francisco Eugênio) foram presos por soldados do Corpo de Bombeiros carregando maços de cigarros e outros objetos, entre eles um dedo com um anel de brilhantes. Um dos primeiros membros da FAB a chegar ao local enviou uma mensagem via rádio para outro e disse "Félix, estamos no local... Tudo destruído, não há sobreviventes!".

 

O governador Manoel Castro Filho reuniu seu secretariado e decretou luto oficial de três dias, enviando diversas unidades da polícia e dos bombeiros para ajudar no resgate. Logo cedo na manhã da terça-feira já haviam pessoas trabalhando no local, mas a encosta da Serra da Pacatuba é extremamente acidentada, cheia de pedras e densamente florestada, dificultando o acesso.

 

Maior pedaço de fuselagem do PP-SRK

 

O impacto foi forte o suficiente para lançar destroços e restos mortais em uma grande extensão de área, alguns a mais de 500 metros. Helicópteros da FAB sobrevoavam o local, içavam sacos plásticos (alguns mencionavam sacos de amianto) com corpos e partes humanas recolhidas, trazendo tudo para o estádio municipal de Pacatuba.

 

O primeiro helicóptero com material humano chegou as 16h45, quase 14 horas após a queda do 727, levando um saco contendo 50 quilos de restos mortais dos passageiros. No total, naquele primeiro dia, mais cinco viagens foram feitas e o total subiu para 400 quilos de fragmentos humanos, quase nada perto das dez toneladas que pesavam as 137 pessoas a bordo. As arquibancadas estavam lotadas de pessoas que queriam ver de perto estas cenas e muita gente que acompanhava os trabalhos desmaiava.

 

O resgate era feito prendendo os sacos que levavam os corpos em helicópteros

 

No local do acidente as cenas eram dramáticas e, em alguns casos, soldados da FAB tinham de ficar pendurados em cordas sob helicópteros que pairavam sobre as árvores para retirar partes de corpos que estavam presos nos galhos mais altos.

 

Os trabalhos no primeiro dia foram interrompidos às 18h00 e uma equipe de trinta soldados da Aeronáutica ficou de guarda no local para evitar novos saques.

 

O piloto de um dos cinco helicópteros acionados para o resgate, capitão Tothy, arriscou um palpite: uma pane no altímetro do avião havia causado o acidente, hipótese que também foi aventada no final da tarde pelo capitão Xavier, membro do Serviço de Segurança da Aeronáutica. A FAB, neste primeiro dia não encontrou os gravadores de voo, conhecidos genericamente como "caixa-preta".

 

Enquanto isso, nesta mesma noite (por volta da 21 horas), o PP-SMV, um dos 737-200 da Vasp que levava para Fortaleza parentes das vítimas, passou sobre o local da queda do 727 em sua aproximação para pouso. Entre os passageiros estavam Ricardo Fernando Paiva e Roger Paiva, filhos de Fernando Antônio Vieira de Paiva, comandante do PP-SRK. Ao refazer a rota da aeronave sinistrada, Paulo Roberto Queiroz, comandante do 737 disse: "Acabamos de fazer exatamente a mesma rota que deveria ter sido percorrida pelo Vieira. Não sei como ele chocou-se com aquela montanha". Esta frase ganhou destaque na cobertura do jornal "O Estado de São Paulo" do dia seguinte.

 

Entre terça (data do acidente) e quinta-feira, a FAB trabalhou no local. Quando finalizou as buscas e liberou a área, vieram os populares, começando a surgir indícios de que o resgate havia sido falho.

 

Na sexta-feira, dia 11 de junho, já após a FAB já haver deixado o local, dois corpos foram encontrados debaixo de uma das turbinas JT8D-17 que equipava o 727, uma das muitas partes do avião não haviam sido recolhidas.

 

O prefeito de Pacatuba, Valter do Carmo Filho, alertado de que o resgate havia sido incompleto, contratou extra-oficialmente várias pessoas para continuar as buscas dos ocupantes do Boeing. Foram estas as pessoas que encontraram estes dois corpos e vários de pedaços de outros que, pelo pequeno tamanho, foram enterrados lá mesmo.

 

Novas buscas por civís e destroços deixados para trás

 

A Vasp se preocupava em pedir ao IML da pequena cidade que liberasse logo os atestados de óbito (nos quais trabalhavam 24 médicos legistas e 3 datiloscopistas). Ao mesmo tempo, na delegacia de polícia do município as pessoas continuavam a levar documentos, relógios, talões de cheque e até mesmo pedaços de seres humanos.

 

Quando os dois corpos foram descobertos embaixo da turbina (identificados depois como membros da tripulação, pois vestiam calças azuis e camisas com o emblema da Vasp), o delegado de Pacatuba comunicou o fato ao Secretário de Segurança do Estado que foi até a cidade e constatou que havia sido falho o trabalho realizado pela equipe de resgate da FAB que atuou inicialmente no local. Mais 25 homens foram colocados para trabalhar na área e o resultado logo apareceu: mais quatro corpos (três homens e uma mulher) foram encontrados.

 

Corpos aguardando serem transportados pela FAB

 

Colocados em sacos, ficaram aguardando que um helicóptero da FAB os levasse para o IML de Fortaleza. Enquanto estas vítimas eram transportadas, dezenas de materiais do avião como uma das turbinas (que ainda soltava fumaça), portas, pneus e rodas, partes das asas e outras peças inteiras jaziam no local, muitas das quais começavam a ser levadas como "lembranças" pelas pessoas que visitavam o local.

 

O Governador do Estado, ao saber destes fatos, avisou o pessoal da FAB de Fortaleza, ordenou ao comandante da Polícia Militar do Ceará que fizessem uma busca milimétrica da Serra da Aratanha e procedesse ao recolhimento adequado dos corpos soterrados e dos pedaços que haviam sido displicentemente deixados até mesmo na superfície, como couro cabeludo, braços fragmentados, pés esmagados, troncos e outros membros das vítimas do PP-SRK.

 

Pessoas contratadas pela Prefeitura Municipal resgatando corpos

 

Nova busca foi marcada e enquanto isso na delegacia municipal, as pessoas continuavam a levar e procurar por pertences das vítimas. Parentes chegavam a todo o momento e o delegado fazia a entrega de materiais mediante um termo improvisado. Ele guardava roupas, documentos, peças do Boeing levadas até a polícia por pessoas que voltavam do local da queda e desabafava: "Muita coisa deixou de ser feita..."

 

O prefeito da pequena cidade era um dos mais amargurados com falhas da primeira operação de resgate. Ele afirmou ter oferecido ajuda para a FAB sem receptividade, dizendo que "... somente quinta-feira, quando a área foi liberada, fiquei em condições de tomar uma posição em comum acordo com a delegacia de polícia, pois era sobejamente sabido que na Serra da Aratanha ficaram muitos despojos, além do que sobrou do aparelho após a explosão" (SIC).

 

Objetos encontrados no avião

Foram encontradas mais malas, roupas (algumas contendo pedaços humanos) e até mesmo uma blusa com a inscrição "Vasp", que estava presa em um galho no local, sem qualquer marca da tragédia. Surpreendentemente, uma quantia em dinheiro chegou a ser encontrada (34 mil cruzeiros e 16 dólares), além de documentos e uniformes da Vasp e da FAB. Sob uma palmeira que teve de ser cortada pelos operários da Prefeitura havia mais corpos quase inteiros, entre eles o de uma comissária da Vasp.

Passados mais alguns dias, os destroços do 727-212A prefixo PP-SRK começaram a ser vendidos, livremente, ao lado da igreja matriz de Pacatuba. Após o término da segunda operação de resgate aos mortos e a liberação definitiva da área, o local começou a ser saqueado indiscriminadamente pelos moradores da pobre cidade em busca de restos do avião e de objetos que pudessem vender como ferro-velho, por valores entre 60 e 100 cruzeiros (nossa moeda na época). Pessoas de Fortaleza e de dezenas de outros municípios começaram a viajar até a cidade para comprar uma "lembrança" da tragédia. A polícia local tentou, em um primeiro momento, coibir este macabro comércio mas, após consultar a Vasp e saber que ela não tinha interesse no material para perícia, liberou a venda.

Populares vendem destroços do avião

 

Depois de um momento de curiosidade das pessoas, o comércio ficou restrito aos comerciantes apenas, tantas eram as peças que haviam disponíveis. Apesar de já se passarem duas semanas do acidente, meninos e homens subiam diariamente por duas horas a Serra da Aratanha para trazer peças e continuar a ganhar algum dinheiro com o que ficou para trás. Eles reclamavam da dificuldade em retirar as maiores partes do avião que estavam encravadas no solo, tal foi a força do impacto do 727 com o solo. Um pedaço de mais de três metros de comprimento já havia sido descoberto, mas ainda não havia sido vendido ou retirado do local em virtude de seu peso, que não foi suportado por uma equipe de sete homens que tentou trazê-lo para a cidade.

 

O jornal Diário do Nordeste, que era de propriedade de Edson Queiroz (uma das vítimas do acidente), entrevistou alguns comerciantes sobre esta atividade, ao que eles disseram não estar fazendo nada de mais, já que a Vasp e a Aeronáutica não haviam mostrado interesse pelo material, que iria ficar abandonado na serra.

 

Um deles, Francisco Feitosa, que durante a entrevista ao jornal chegou a comprar 200 quilos de destroços por 60 cruzeiros cada, disse que "... é melhor que (o material) seja aproveitado, ao invés de ser totalmente destruído com a ação do tempo, que o lucro de sua compra beneficie os moradores pobres de Pacatuba" (SIC). Realmente, os moradores da cidade estavam chocados mas participavam do comércio por necessidade financeira. O prefeito disse não poder impedir a atividade em razão da área ser propriedade privada, fora de seu controle.

 

Hoje, entretanto, muitos se arrependem: "Dinheiro de desgraça acaba rápido"... Estas palavras são do agricultor Moacir de Freitas, que chegou ao local da queda do 727 antes de qualquer homem do salvamento e diz que "ainda dava para ver que tinha muita coisa pegando fogo. Não ficou ninguém inteiro". Ele se lembra que, quando os bombeiros chegaram, moradores da região já saqueavam os pertences das vítimas e foram obrigados a largar o que tinham pego. "A gente arrodeava a serra pelo outro lado. Muita gente pegou tudo que via e muitas dessas pessoas que ganharam muito dinheiro com a desgraça daqueles passageiros já se acabaram" (SIC).

 

Outro depoimento neste sentido é o de Luiz da Silva Lopes: "foi uma tristeza ver tanta gente morta... A gente estava dormindo e ouviu o barulho. Depois, pegou fogo na serra. Mais tarde as rádios começaram a falar que tinha caído um avião". Depois do acidente, ele passou a comprar todo tipo de destroços da aeronave que os moradores traziam de cima da serra e afirma: "o povo levou muito ferro-velho e eu comprava de todo mundo. Ia botando tudo aqui em meu quintal, que é grande, para vender depois" (SIC). Um dia, ele resolveu vender todo o ferro-velho de uma só vez e explicou o motivo: "foi depois que eu vi um dedo de um dos mortos, ainda com um anel de ouro preso. Aquilo me deu desgosto do tamanho do mundo e parei de comprar o ferro-velho", relembra. Segundo Luiz, moradores encontraram até barra de ouro no local e ele próprio diz ter lavado muita cédula suja de sangue recolhida no local da queda do PP-SRK.

Trinta dias depois, ainda havia comércio de partes do 727 mas, agora, em menor escala. Na delegacia, a maioria dos pertences das pessoas da região já havia sido devolvida, mas muitos objetos de passageiros de outras regiões (São Paulo, Rio e Sul do Brasil), ainda estavam por lá, como livros, agendas e até uma carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, de um advogado cuja família não foi até Fortaleza.

Passado um ano, o comércio acabou e ninguém mais sabia do destino do material, porém ainda havia pertences e outros materiais na delegacia de Pacatuba, que não tinham sido procurados por parentes das vítimas. Estavam lá também máquinas fotográficas, calculadoras e muitas roupas que exalavam o mal-cheiro característico. O delegado contabilizava, 30 dias após a tragédia, 109 termos de entrega de objetos retirados do local do acidente.

Um túmulo de 14 metros de comprimento por 6,5 de largura e com 2 de profundidade foi aberto no Cemitério Parque da Paz, localizado no bairro Castelão e lá foram enterrados os restos mortais de 126 dos 137 mortos no acidente (incluindo os que não foram identificados).

No dia do enterro, realizado em 12 de junho de 1982 (quatro dias após a tragédia), cerca de 20 mil pessoas compareceram à cerimônia fúnebre, presidida pelo cardeal Dom Aloísio Lorscheider, então arcebispo de Fortaleza. Dom Aloísio também celebrou, ao lado de 19 padres, uma missa na Catedral Metropolitana em homenagem aos mortos, cujos caixões foram conduzidos até o local em carros do Corpo de Bombeiros e, de lá, para o Parque da Paz, deixando o tráfego nesse roteiro congestionado por mais de duas horas, numa extensão de três quilômetros em todas as vias de acesso da capital do Ceará.

Durante a missa, que teve a participação de mais de seis mil pessoas, Dom Aloísio leu também uma mensagem do papa João Paulo II, enviada via telegrama. Esta é a íntegra do texto: "Ao tomar conhecimento das trágicas e grandes conseqüências do desastre aéreo nas proximidades de Fortaleza, pesaroso e compadecido, elevo preces em sufrágio pelas numerosas vítimas, implorando a misericórdia divina e o conforto para todos os enlutados, desejando afirmar-lhes minha presença espiritual, mediante Vossa Eminência, com sentidas condolências, enviando a todos os atingidos pela dor o penhor, a consolação e a esperança em Deus. Minha especial benção apostólica"..

 

 

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