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Quando a Madre Superiora
Marie Louise Pardieu embarcou no Vôo 202 da Pan American, no Rio de
Janeiro, na tarde da segunda-feira 28 de abril de 1952, não sabia que
jamais chegaria ao seu destino final. Nem ela nem nenhum outro entre
todos os ocupantes do Boeing 377 da Pan American World Airways. Talvez,
durante o vôo, ela tivesse feito uma prece silenciosa e passado as
contas do terço entre seus dedos enquanto embarcava. O fato é que, numa
noite calma, ela e seus companheiros decolaram para a sua última
jornada. O desaparecimento do Boeing 377 Stratocruiser da Pan Am foi um
dos grandes mistérios da época dourada da aviação.
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Nesta foto o avião
ainda estava com as cores do fabricante, a Boeing. |
Silêncio no
céu
O vôo PA202 era um dos
serviços que uniam o Brasil aos Estados Unidos pelas asas da Pan
American. Naquele dia, escalado para o serviço estava um dos espaçosos
Boeing 377 Stratocruiser da frota da empresa. Este serviço era chamado
pela Pan American de "O Presidente Especial", e havia iniciado a sua
jornada em Buenos Aires. Depois de uma escala em Montevidéu, seguiu até
o Rio de Janeiro, onde pousou sem problemas e então, deu-se uma troca de
tripulação, procedimento de rotina. O próximo trecho do vôo cujo destino
final era o Aeroporto de Idlewild em Nova York, seria um vôo de 1.930 km
sobre a Amazônia até Port Of Spain, em Trinidad.
Após terem embarcado
todos os passageiros, o Clipper Good Hope, nome de batismo do
Stratocruiser, decolou da pista 32 do Aeroporto do Galeão, no Rio de
Janeiro às 22h43 (02:43 GMT) e subiu lentamente na direção noroeste.
Construído em setembro de 1947, o Clipper Good Hope recebera o prefixo
N1039V e seu número de série do fabricante era o 15939. Ele podia
transportar 81 passageiros e tinha um alcance de aproximadamente 6.400
km.
O Stratocruiser era um
luxuoso avião comercial derivado do bombardeiro B-29 Superfortress.
Tinha dois conveses, beliches, um bar, e estava equipado com quatro
motores radiais Pratt & Whitney R-4360 Wasp. A Boeing construiu um total
de 56 dessas aeronaes, 26 das quais serviram na Pan American até 1960.
Nenhum destes aviões da companhia sobreviveu, embora alguns
remanescentes tenham sido incorporados à família Guppy da Aero
Spacelines/Airbus Industrie, e alguns exemplares militares C/KC-97
Stratotanker (construídos em grande número) ainda existam.
Naquela noite, o
Comandante Albert Grossarth (37 anos) era o piloto no comando do PA202,
e contava com 8.452 horas de vôo, das quais 735 no Boeing 377. Com uma
tripulação de nove pessoas, o Clipper Good Hope transportava 41
passageiros. Em seus tanques, na hora da partida do Rio de Janeiro,
transportava 28.000 litros de combustível.
Voando sob condições
visuais (VFR), o Clipper Good Hope fez uma checagem de rotina em
Barreiras, quando já era aproximadamente 01h15 (hora local) do dia 29,
voando a uma altitude de 4.400 m (14.500 pés). O seguinte ponto de
checagem seria a cidade de Carolina. Mas quando do estimado sobre a
cidade maranhense, pelas ondas do rádio, os controladores de terra
ouviram somente o agourento ruído da estática. Do Boeing 377, apenas o
silêncio.
Busca
dramática
Sem ter reportado sua
posição nem ter chegado a Port Of Spain, sua próxima escala, foi
declarada emergência. As buscas para tentar localizar o avião perdido
começaram tão logo o dia raiou. Um total de 21 aviões brasileiros e
norte-americanos varreu uma área de selva de aproximadamente 828.500
km2, com inúmeros rios e pântanos. O padrão de busca percorria a rota
que deveria ter sido seguida pela aeronave desaparecida. Na tarde do
segundo dia, os aviões envolvidos na busca chegavam a 40.
No final da manhã do
terceiro dia, 1º de maio, o Comandante James Kowing, que voava num
cargueiro Curtiss C-46 da Pan Am viu, por acaso, uma aérea queimada em
meio ao verde da selva. Inclinando seu avião, ele desceu para ver melhor
e encontrou o que não queria: com um diâmetro de 25 m aberto no ventre
da selva, jaziam os restos do Stratocruiser: cockpit, parte da cabine e
uma asa do Clipper Good Hope denunciavam a tragédia.
Em outra clareira
próxima, Kowing constatou a presença de um motor e a da outra asa.
Kowing imediatamente entrou em contato pelo rádio com Belém, PA, onde se
localizava a base mais próxima da Pan Am e continuou a circular sobre o
local procurando em vão por sinais de vida. Aparentemente, o
Stratocruiser se desintegrara em vôo e caíra na selva, quase na
vertical.
O Resgate
Ao saber da localização
do avião comercial, uma unidade de busca e salvamento da Força Aérea dos
Estados Unidos foi enviada do Campo Ramay, em Porto Rico. Liderada pelos
majores Richard Olney e Oliver Seaman, este um cirurgião da Força Aérea,
essa unidade de nove homens altamente qualificados foi preparada para
ser lançada de pára-quedas no local da queda e prestar ajuda aos
possíveis sobreviventes. Após circular o local a baixa altitude (60 m)
durante algumas horas, eles não perceberam nenhum sinal de vida e
voltaram à sua base.
Oficiais do Brasil e
dos Estados Unidos decidiram abrir uma trilha de 56 km na selva para
chegar ao local da queda. A expedição seria liderada pelo
norte-americano Humphrey W. Toomey, gerente da divisão latino-americana
da Pan Am e pelo major brasileiro José Carlos de Miranda Corrêa, um
veterano da Segunda Guerra Mundial.
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Consolidated Catalina
da Panair do Brasil - PP-PBY
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O plano previa voar com
aviões de transporte de Belém até Araguacema, localizada à beira do rio
Araguaia. De lá, os suprimentos e o pessoal seriam carregados a bordo de
um anfíbio Consolidated PBY Catalina pertencente à Panair do Brasil,
subsidiária da Pan Am. O Catalina iria voar até Lago Grande, também
localizada sobre o Rio Araguaia. Lá eles estabeleceriam uma base para
fazer uma clareira de 60 m de diâmetro que possibilitasse o pouso de um
helicóptero Sikorsky. Entretanto, antes de que isso pudesse ser feito, a
primitiva pista de Araguacema devia ser melhorada a fim de permitir o
pouso dos grandes aviões de transporte necessários para levar homens e
material.
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O fazendeiro Antonio
Solino havia utilizado a pista de Aragucema para fazer transporte de
carne. Ele era apontado como sendo a pessoa que melhor conhecia essa
área da selva. Além disso, ele era amigo dos índios Carajá e sabia falar
a sua língua. Ele foi recrutado para guiar a expedição até o local do
desastre, e a sua experiência resultou de grande valia nas semanas
seguintes. A USAF forneceu um Fairchild C-82 Packet e um Douglas C-47 da
Base Aérea McDill, em Tampa, na Florida (EUA). Ambos os aviões voaram
diretamente até Belém; o Packet chegou transportando um mecânico de
C-82, oito kits de sobrevivência na selva e um médico com suprimentos.
Praticamente ao mesmo
tempo, os jornais brasileiros, famintos por notícias do desastre,
começaram a publicar todo tipo de boatos e especulações, como o de que
um dos passageiros do vôo 202 estaria transportando uma fortuna em
diamantes brutos; outro informou que o avião estaria carregando barras
de ouro, enquanto um terceiro afirmava que o Stratocruiser estava
transportando uma carga de urânio que explodiu.
A expedição
A maioria dos
passageiros do Clipper Good Hope era brasileira, e logo os parentes das
vítimas começaram a acusar os oficiais de estarem demorando demais em
organizar a expedição até o local do desastre. A imprensa sugeria também
que talvez houvesse sobreviventes esperando para serem resgatados. "Onde
estão os bravos brasileiros que deveriam ter saltado de pára-quedas na
selva para resgatar aqueles pobres passageiros?" perguntava um
editorial.
O clamor por ação foi
incentivado pelo ladino e ambicioso político Adhemar de Barros, que
estava em campanha para a presidência do país. Ele afirmou que poderia
"mitigar a insuportável angústia" dos parentes financiando sua própria
expedição.
Entretanto, os planos
para a expedição oficial continuavam. Em Belém, Charles Manly e Ralph
Dobbins da Pan Am, e John Cogswell da Pratt & Whitney, embarcaram no
C-82 da USAF para a viagem de três horas e meia até a pista de
Araguacema. Eles sobrevoaram duas vezes a pista de terra e grama e
pousaram. Não foi fácil. Havia árvores altas em ambas as extremidades e
ainda por cima, a pista era mesmo muito curta. Os passageiros desceram e
o avião voltou para Belém a fim de trazer os suprimentos necessários.
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Helicóptero S-51 da USAF |
Na viagem de volta de
Belém, o C-82 Packet chegou a Araguacema transportando um helicóptero
S-51 da USAF desmontado, enquanto o C-47 pousava com o guindaste que foi
utilizado para remontar o helicóptero. Durante o processo de descarga e
remontagem do helicóptero, o eixo do rotor da cauda foi torcido. Um
conserto foi tentado no local, mas o resultado não foi muito bom. Este
fato traria sérias conseqüências para a expedição.
Como os destroços
haviam sido localizados numa área inexplorada, que se sabia era habitada
por uma tribo hostil, os integrantes da expedição foram aconselhados a
tomar todo tipo de precauções e irem armados com pesadas e
desconfortáveis pistolas Colt 45.
Na medida em que os
integrantes da expedição aprofundavam-se na selva, foram percebendo a
ausência da luz do Sol, provocada pelas altas e fechadas árvores. Quando
o grupo chegou a um córrego e foi encher seus cantis percebeu que eles
já estavam quase vazios. A falta de água tornou-se crítica e os homens
pediram que ela fosse lançada em cantis pelo helicóptero, na medida em
que se adentravam na selva. Além disso, sacos de lona, com observações
indicando o rumo correto, também poderiam ser lançados pela aeronave de
resgate, para auxiliar na jornada. A maior parte desses suprimentos
nunca chegou até a expedição, pois ficou presa nos galhos mais altos das
árvores.
Um método alternativo
foi tentado, utilizando cordas de 30 m de comprimento para descer as
cargas desde o helicóptero em vôo pairado. Mais uma vez o topo das
árvores impediu que os suprimentos chegassem ao solo. Enquanto isso, o
Catalina também estava sendo preparado para lançar suprimentos. Quando o
pessoal da expedição ouvisse os motores do avião deveria fazer sinais
luminosos e o avião lançaria a carga no local.
Quando os aventureiros
estavam chegando ao final da sua jornada, ficaram sabendo que outro
grupo havia sido lançado de pára-quedas e estabelecido um acampamento a
6 km do local da queda do Stratocruiser. Chamados por eles mesmos de
"Caravana da Solidariedade", esses homens haviam sido recrutados e
financiados por Adhemar de Barros o qual, anteriormente já havia
criticado o lento progresso das investigações oficiais.
De posse dessa
informação, o grupo oficial tentou localizar os recém chegados e
estabelecer um certo relacionamento de trabalho, apesar de estarem
preocupados com a falta de experiência e o amadorismo dos integrantes da
"Caravana", que poderia estragar valiosas evidências referentes à causa
da tragédia. Além do mais, os mortos deviam ser enterrados e os objetos
pessoais dos passageiros e o correio recuperados
Trágica corrida
Ralph Dobbins lembra que a expedição
não oficial parecia "um grupo de grosseiros e intratáveis atores".
Apesar do medo de que alguns deles já tivessem chegado ao local da
queda, eles ficaram surpresos ao ver que a maioria deles ainda se
encontrava no local onde pousara. A verdade era que aqueles homens
estavam apavorados lá na selva, especialmente à noite, quando a
cacofonia de sons crescia a níveis ensurdecedores e a imaginação corria
solta. Eles haviam estabelecido pontos de observação nas árvores para se
prevenir de ataques de "índios canibais" e, ao cair da noite, eles
reagiam a qualquer barulho nos arbustos jogando cartuchos de dinamite ou
granadas de mão e disparando rajadas de metralhadora. Tudo isso criou
uma grande tensão no grupo oficial.
Depois várias discussões foi iniciada
a caminhada dos seis últimos quilômetros. A sede e as dificuldades para
abrir o caminho cobraram suas vítimas e, quando chegaram ao local do
desastre, das 27 pessoas que faziam parte do grupo oficial, apenas
restavam sete. A maioria havia sucumbido às doenças e ferimentos.
A confirmação de que a parte principal
da aeronave havia descido quase verticalmente em atitude horizontal, foi
confirmada pela visão de uma árvore de 10 cm de diâmetro que havia
perfurado a carenagem de um dos motores. Desafortunadamente, o fogo que
seguiu à queda foi tão intenso que a maior parte dos componentes de
alumínio derreteu, tornando impossível um exame detalhado.
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Os destroços do
Boeing 377 |
Os restos do
Boeing 377 estavam espalhados numa área irregular com 1.200 m de
largura, embora o local principal fosse um buraco queimado de 30 m de
diâmetro entre as árvores.
Chega ao fim a busca
O importante trabalho de investigação
do acidente teve de ser interrompido para enterrar os mortos. Após
reassumir os trabalhos, os homens foram informados de que o helicóptero
que deveria lhes trazer alimentos e água estava com graves problemas de
vibração provocados pelo incidente durante a montagem, ficando decidido
que a aeronave seria utilizada apenas para lançamentos de emergência e
evacuação do pessoal. O helicóptero era uma espécie de cordão umbilical
e, sem ele, os homens poderiam não ter sobrevivido. Os pilotos da USAF,
capitães John Miller e John Peacock, arriscaram continuamente suas vidas
e voaram mais de 3.200 km para abastecer a expedição. Se o helicóptero
tivesse caído durante uma das muitas viagens e alguns dos ocupantes
houvesse sobrevivido à queda, teria sido impossível resgatá-lo.
Inicialmente, os integrantes da
expedição haviam planejado passar até duas semanas no local, mas devido
à contínua falta de água e à deterioração da saúde dos homens, ficou
decidido que todos eles seriam evacuados e levados à civilização depois
de apenas dois dias. Surpreendentemente, muita coisa foi realizada em
tão pouco tempo. Desenhos e diagramas com a distribuição dos restos
foram feitos, e muitas fotografias foram tiradas.
A medida que o tempo passava, a tensão
crescia entre o grupo oficial e os pára-quedistas, pois estes últimos
haviam sido levados a acreditar que havia uma fortuna a bordo do avião
acidentado, e que ela seria o pagamento pela sua participação na
aventura. Numa ocasião, quando o helicóptero jogou dois cantis de água,
um deles quebrou, e o outro foi pego pelos pára-quedistas, que se
recusaram a dividir seu conteúdo com os outros. Quando Adhemar de Barros
mandou o grupo para a selva, não fez quaisquer planos para abastecê-los
com alimentos ou água. Os pára-quedistas deveriam confiar no grupo
oficial para satisfazer as suas necessidades e nada foi previsto para
retirá-los de lá.
O único meio de transporte que o grupo
oficial possuía para deixar a selva era o helicóptero. Ficou claro para
todos que, devido ao seu estado de saúde, se eles tivessem de voltar a
pé, alguns não conseguiriam chegar. Como as condições do helicóptero
pioravam visivelmente, planos foram feitos para evacuar o grupo o mais
depressa possível. Normalmente, o Sikorsky voava com os dois pilotos
como medida de segurança, entretanto, a fim de aumentar a capacidade de
passageiros, o helicóptero voou apenas com um tripulante, deixando o
assento do co-piloto para um evacuado.
Os pára-quedistas logo perceberam que
seriam deixados para trás, sem possibilidades de escapar. Eles se
reuniram em pequenos grupos e, apontando ameaçadoramente suas armas,
forçaram seu lugar no helicóptero. Lino de Matos, o líder dos
pára-quedistas apontou sua arma para o major Miranda Corrêa, um dos
líderes do grupo oficial e gritou: "Nenhum outro americano vai sair
daqui até que todos os meus homens sejam evacuados!"
Após uma acalorada discussão chegou-se
a um acordo: todos os membros da expedição poderiam ir embora, exceto
dois que deveriam ficar como reféns dos pára-quedistas (o major Corrêa
se ofereceu para ser um deles, o outro seria Scott Magness, um
norte-americano especialista em comunicações). Eles também exigiram que
o helicóptero voltasse com uma serra motorizada, para abrir uma pista na
selva para que pudesse pousar um pequeno avião.
Quando as primeiras informações sobre
estes impressionantes acontecimentos chegaram ao mundo exterior, os
jornais começaram a publicar suas histórias. A manchete do New York
Times de 19 de maio de 1952 dizia: "Brasileiros retém ajuda
norte-americana na selva, exigem transporte aéreo da cena do desastre".
Logo todos os canais diplomáticos estavam trabalhando. O embaixador dos
Estados Unidos, Herschel Johnson, interveio, e da Força Aérea Brasileira
veio a mensagem; "Destacamento de pára-quedistas armados decolando do
Rio De Janeiro. Ordenada a libertação imediata do Sr. Scott Magness."
Nesse meio tempo, Corrêa e Magness
enviaram uma mensagem informando que eles não estavam feridos e não
precisavam de assistência. Logo, uma primitiva pista de pouso foi
construída e um Piper Super Cub começou a retirar as pessoas do local.
Em 28 de maio, todos haviam voltado à civilização, mas as causas do
acidentes permaneciam desconhecidas.
Descobrindo o culpado
Posteriormente, uma investigação em
grande escala foi lançada. Uma estrada de 56 km foi feita na selva e uma
pista de pouso foi construída em Lago Grande. A equipe trabalhou até 10
de setembro de 1952, chegando à conclusão de que a hélice e o motor Nº 2
separaram-se da aeronave, provavelmente devido a uma falha numa pá, o
que levou à uma falha estrutural da célula. Antes desse acidente fatal,
houve vários outros acidentes similares envolvendo o Stratocruiser.
Leia o Relatório
Oficial do Acidente (em pdf
)
CLIQUE AQUI
Em 8
de agosto de 1952, os corpos das 50 vítimas do Clipper Good Hope foram
retirados da selva, e em seguida, enterrados no cemitério São Francisco
Xavier, no Rio de Janeiro. Acabou assim uma das mais fascinantes e
trágicas páginas da história da aviação comercial no Brasil.
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Curtiss Wright C-46A
Commando - N74173 utilizado na retirada dos mortos
(Localização atual
do avião: Aeroporto Chino (KCNO) - Califórnia - EUA) |
Por: Santiago Oliver -
Jetsite |