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TRAGÉDIA E MISTÉRIO NA ROTA RIO-PARIS

 


ÍNDICE

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O voo AF447

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O Acidente

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Gráficos, mapas e imagens relacionados ao acidente

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As Vítimas

 

As reações ao acidente

 

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Histórias de algumas das vítimas da tragédia

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O avião Airbus A330

Dados do avião

acidentado e do voo

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As Buscas

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Os bastidores das buscas

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As aeronaves

e embarcações

utilizadas nas buscas

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O Inquérito

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O Relatório do BEA

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Perguntas sem respostas

Fotos da Tragédia

Vídeos sobre o Acidente

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A operação de

busca final

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Opinião e Análise

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Outras matérias

importantes.

Fontes de Pesquisa

 

Perguntas sem respostas - O que ainda é dúvida

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A queda do Airbus da Air France é um dos acidentes mais misteriosos da história da aviação mundial.

Muitas perguntas sobre o acidente com o voo AF447 ficaram sem respostas. Confira abaixo algumas questões sobre o acidente com a aeronave da Air France, que deixou o Rio de Janeiro na noite de 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo.

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Havia tempestades naquela região?

Sim. Nessa época do ano, é comum a formação de tempestades na área, conhecida como Zona de Convergência Intertropical. Imagens de satélite mostram uma intensa atividade climática ao norte de Fernando de Noronha na noite de domingo, com até 18 quilômetros. Nessa altitude, é comum a formação de gelo (granizos), em vez de chuva. Aeronaves como o Airbus podem "perceber" uma tempestade com até 30 minutos de antecedência. Mas segundo especialistas, o equipamento identifica a água, e não o gelo. Por isso, é possível que os pilotos não tenham tido tempo de fugir da tempestade.

Essa pode ser a principal causa do acidente?

A tempestade e os fatores climáticos são fatores importantes e são considerados pelos investigadores. No entanto, especialistas afirmam que um avião do porte do Airbus dificilmente cai em função de uma tempestade, ainda que seja atingido por um raio. De acordo com a Aviation Safety Network, desde 1973 apenas 73 acidentes tiveram suas causas ligadas a fortes turbulências. O ideal, segundo pilotos, é tentar escapar da área de tempestade. Para isso, podem fazer desvios, mudar a velocidade ou a altitude da aeronave.

Por que a tripulação do voo AF 447 não desviou da área de turbulência?

Na noite de 31 de maio de 2009, todos os aviões que fizeram rota semelhante à do voo AF 447 efetuaram desvios para evitar a tempestade na área equatorial do Oceano Atlântico. Segundo o jornalista Flavio Marcos de Souza, não se sabe se a tripulação do avião da Air France foi imprudente ou se foi induzida ao erro por falha em algum equipamento. 'Todos os outros voos naquela noite, indo para a Europa ou para o Brasil, desviaram do mau tempo, e só o AF 447 entrou (na região). Esta é a grande chave (do caso).'

Os procedimentos adotados após a perda de sustentação foram adequados?

O relatório do BEA aponta que, após o desligamento do piloto-automático da aeronave, 'os motores estavam em funcionamento e sempre responderam aos comandos da tripulação', e as ordens do piloto durante a queda foram, principalmente, para elevar o nariz do Airbus, mesmo com o soar do alarme de stall (perda de sustentação). Os trechos levantaram dúvidas se a atitude da tripulação foi correta. Para Guido Cesar Carim Junior, entretanto, os pilotos podem ter sido induzidos ao erro por não confiarem nos instrumentos, que apresentariam falhas. 'O que me parece é que nenhuma indicação dos instrumentos estava válida. Provavelmente, o que eles (pilotos) estavam olhando nos instrumentos, eles não acreditavam muito', afirma.

As pessoas estavam conscientes no momento do impacto??

Após grandes acidentes aéreos, como o do voo AF 447, muito se pergunta sobre os momentos de pânico vividos pelos passageiros minutos antes do choque com o mar. Os ocupantes do Airbus ainda estavam conscientes àquela altura ou teriam ficado desacordados durante a queda abrupta? 'Uma queda de 10 mil pés por minuto (200 km/h) provoca uma força G (força gravitacional) muito grande. É difícil afirmar se ficaram conscientes ou não durante a queda', afirma o jornalista Flavio Marcos de Souza.

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Outras perguntas e respostas

 

O que são as sondas pitot?

As sondas de Pitot são tubos metálicos em forma de L, com cerca de 20 centímetros de largura no lado maior, que saem das asas ou da fuselagem do avião. A pressão do ar que entra no tubo permite que os sensores meçam a velocidade e o ângulo do deslocamento do voo, além de captar outras informações menos vitais, como a da temperatura do ar fora da aeronave. Eles são aquecidos para evitar que congelem.

Um tubo de Pitot bloqueado ou defeituoso poderia fazer o sensor de velocidade operar incorretamente, levando o computador que controla o avião a acelerar ou desacelerar de maneira potencialmente perigosa. Um das teorias que poderiam explicar o acidente é a de que os sensores de velocidade congelaram-se, passando informações incorretas para os computadores do avião.

O piloto automático teria então determinado que a aeronave voasse rápido ou devagar demais durante uma turbulência provocada pelas tempestades da região do acidente. Mas o congelamento das sondas já ocorreu em outras ocasiões, sem provocar acidentes.

Como funcionam as caixas-pretas?

As caixas-pretas são duas estruturas coladas, que registram todos os dados do voo (como altitude, velocidade) e as comunicações da cabine. Elas são feitas para sobreviver a fortes impactos.

Em que pé estão as indenizações?

Em março de 2010, uma família de vítima brasileira obteve uma indenização de R$ 2 milhões, o que provocou reclamação das famílias de vítimas francesas, que pediram valores semelhantes. O grupo francês Axa, que representa as seguradoras da Air France, recorreu, pois considera que o valor das indenizações deve ser determinado por uma comissão, conforme combinado. Sarah Stewart, do escritório londrino Stewarts Law, que representa 50 famílias de vítimas, afirmou que as seguradoras da Air France oferecem extrajudicialmente indenizações diferentes em função da nacionalidade das vítimas: US$ 4 milhões por pessoa nos Estados Unidos, US$ 750 mil no Brasil e US$ 250 mil na Europa. A empresa e suas seguradoras não comentaram a afirmação.

Em junho de 2014, o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447, Nelson Faria Marinho, disse que apenas algumas famílias conseguiram receber as indenizações, porque negociaram diretamente com a Air France. Os demais casos tramitam em tribunais no Brasil e em outros países.

Do que os parentes das vítimas reclamam?

Eles acreditam que não foram investigadas todas as pistas e querem que Ministério Público investigue o voo AF 447.

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Fontes: iG (com BBC Brasil) / G1 (com agências) / Jornal Nacional (TV Globo) / BOL Notícias


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