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A HISTÓRIA REAL DO ACIDENTE COM

 O FOKKER 100 DA TAM EM 1996

VÔO 402

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TAM E UNIBANCO SEGUROS - EMPRESAS QUE NÃO RECOMENDO
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Jorge Tadeu

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São Paulo, sábado, 13 de dezembro de 1997.

O que ocorreu com o vôo 402

8:00 hs

. Defeito

Os problemas começam no pouso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os dados da caixa-preta indicam que o reverso - mecanismo que inverte o sentido do jato da turbina para a frente, dando efeito de marcha à ré  do motor direito permaneceu ''em trânsito'', ou seja, não ficou travado.

. Reação da tripulação

Nem os tripulantes que trouxeram o avião a São Paulo nem os que decolaram de Congonhas tomaram atitudes, porque a aeronave não deu alerta do defeito. Os técnicos de manutenção também não detectaram o problema, porque a manutenção feita em escala de vôo não previa checagem das travas.

. Interpretação da comissão

A trava elétrica do reverso falhou, por causas indeterminadas, que podem até incluir efeitos da trepidação da aeronave. O projeto também contribuiu para a falha, porque a posição da trava dificulta a manutenção.

8:26 hs

. Defeito

Com 89 passageiros e seis tripulantes a bordo, o avião começa a correr pela pista para a decolagem. Ainda no chão, dispara um alarme da cabine indicando falha no sistema que acelera automaticamente o avião (ATS).

. Reação da tripulação

Os tripulantes ignoram o alarme, que volta a tocar depois. Eles tinham sido informados pelo piloto que voara anteriormente que o sistema estava com defeito.

. Interpretação da comissão

A falha de ATS causou nos pilotos uma ilusão de que havia uma falha ali, o que contribuiu para o acidente.

Início do vôo

. Defeito

No exato instante em que o avião sai do chão, o reverso da turbina direita se abre e inverte a propulsão daquele motor para trás, como uma marcha à ré. Na cabine, o painel não dá nenhum sinal de alarme, mas o manete de aceleração do motor recua violentamente, puxado por um sistema de cabos de segurança ligado ao reverso. O sistema serve para evitar que o reverso fique aberto com o motor acelerado.

. Reação da tripulação

O co-piloto diz ''Travou!'', surpreso. Imaginando estar diante de uma falha de aceleração automática (ATS), diz ao co-piloto para desligar o ATS. O co-piloto confirma ter desligado o sistema.

. Interpretação da comissão

a - A Fokker introduziu uma modificação no sistema elétrico de abertura do reverso que o tornou menos seguro. A mudança objetivava economizar alguns segundos na duração da bateria no caso de uma pane elétrica em vôo. Antes, a chance de esse tipo de falha ocorrer era de uma em 100 bilhões. Depois, passou a ser uma em 1 milhão.

b - O projeto do avião contribuiu para o ocorrido porque não permite que o piloto saiba, durante a decolagem, que o reverso está aberto.

c - A surpresa demonstrada pelos tripulantes desviou sua atenção e contribuiu para o acidente.
 

10 segundos seguintes

. Defeito

O defeito é cíclico. O reverso se fecha, mas volta a abrir outras duas vezes em 10 segundos. Quando fechado, permite que o manete possa ser levado à frente. no momento em que o reverso se abre, o manete volta a ser recuado e permanece travado. O avião estava a 129 pés.

. Reação da tripulação

Os tripulantes aceleram a turbina direita sempre que o equipamento permite. Na segunda vez em que o manete direito recua, a mão do tripulante traz junto o manete do motor esquerdo. Por quatro segundos, os dois motores ficam com aceleração mínima. Quando o manete está travado, a força exercida pelo piloto ou pelo co-piloto sobre ele chega a ser de 50 kg.

. Interpretação da comissão

A ação dos tripulantes sobre o manete contribuiu para o acidente por duas razões:

a - A legislação brasileira não recomenda qualquer ação de tripulação frente a qualquer anormalidade, na cabine de vôo, quando a aeronave estiver a menos de 400 pés de altura.

b - Os tripulantes decidiram acelerar o motor direito quando o manete destravou, sem que o avião tenha fornecido a eles meios para que avaliassem o resultado dessa atitude.

15 segundos de vôo

. Defeito

O sistema de cabos de segurança que evita a abertura do reverso com o motor acelerado cede. O manete de aceleração da turbina direita é liberado, embora o reverso permaneça aberto. O defeito desestabiliza por completo a aeronave.

. Reação da tripulação

A tripulação mantém a carga sobre o manete e o leva à frente (acelerando o motor) no momento em que ele fica livre.

. Interpretação da comissão

Houve falha no desenho do sistema. O cabo corre em um tubo, em que existe uma lacuna, deixada para manutenção. Foi nesse ponto em que a conexão do cabo cedeu à carga e desencaixou-se.
 

24 segundos de vôo

. Defeito

O avião, impulsionado para a frente pelo motor esquerdo, e para trás pela turbina direita, tomba para a direita e cai sobre casas, matando todos a bordo e quatro* pessoas em terra. (*) Três pessoas em terra.

Comentário: o Relatório demorou 406 dias para ser concluído. Houve vários adiamentos no prazo. A Comissão teve 11 membros integrantes, 11 deles pertencentes a empresas envolvidas. Não havia representante das vítimas.


COMO FUNCIONA O REVERSO

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Arte: Folha de São Paulo


São Paulo, terça, 16 de dezembro de 1997.

Aeronautas vêem falhas em relatório

da Sucursal do Rio

O SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) está questionando o relatório da comissão que investigou o acidente no vôo 402 da TAM no que diz respeito aos procedimentos de segurança da empresa.

Para o SNA, a investigação não foi suficientemente aprofundada para verificar se a TAM adota uma política adequada de treinamento e reciclagem das tripulações e de manutenção das aeronaves.

O relatório final apontou falhas do equipamento e do piloto.

As falhas de equipamento foram na trava elétrica do reverso - mecanismo usado na frenagem - do motor direito e no projeto da Fokker, fabricante do avião.

o piloto José Antônio Moreno errou ao tentar corrigir uma suposta falha no sistema de aceleração automática, quando deveria esperar que o avião subisse a 400 pés para buscar uma solução.

Segundo o presidente do SNA, Luiz Fernando Collares, o relatório não analisou por que o piloto cometeu essa falha, limitando-se a relatar a mecânica dos fatos.
Para ele, a investigação não foi mais aprofundada nesse ponto porque existe uma ''relação incestuosa'' entre o DAC, um dos órgãos responsáveis pela investigação, e as empresas aéreas.

A assessoria de comunicação do DAC informou que a direção do departamento não se pronunciará mais sobre o acidente.

Para o SNA, as investigações de acidentes aéreos no Brasil são prejudicadas pelo fato de os órgãos envolvidos - o Cenipa e a Divisão de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do DAC estarem subordinados, em última instância, ao Ministério da Aeronáutica.

''O poder de crítica de quem investiga fica inibido pela subordinação e hierarquia militar'', disse Hélio Ruben Pinto, do SNA.

Entre as supostas falhas apontadas, estaria a impossibilidade da checagem computadorizada dos equipamentos do avião devido ao pouco tempo entre o pouso do vôo anterior e a decolagem do vôo 402.

Outra falha da TAM, segundo o SNA, seria a obrigatoriedade de o piloto descer até a pista antes do vôo para receber os passageiros, quando deveria estar checando os equipamentos.

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